Zepp OS 6: que relógios Amazfit recebem e quando chegam as novidades
A Zepp Health abriu o calendário de atualização do Zepp OS 6. Há datas para muitos Amazfit recentes, mas vários modelos populares continuam no limbo.
A Zepp Health abriu o calendário de atualização do Zepp OS 6. Há datas para muitos Amazfit recentes, mas vários modelos populares continuam no limbo.
O calendário oficial de distribuição do Zepp OS 6 já circula e diz-nos, finalmente, que Amazfit entram na fila da nova versão do sistema. Balance 3 e Balance Ultra já nasceram com o Zepp OS 6, por isso funcionam como montra do que aí vem para o resto da gama.
Em junho, o plano é levar o Zepp OS 6 ao Cheetah 2 Ultra e ao Bip Max. É um par curioso, porque mostra a estratégia da Zepp Health: um modelo mais focado em desempenho desportivo ao lado de um relógio bem mais acessível. Não é uma atualização exclusiva dos topos de gama, o que em teoria é boa notícia para quem comprou Amazfit pela relação qualidade-preço.
Julho é o mês carregado. O Zepp OS 6 deve chegar ao Balance 2, T-Rex Ultra 2, T-Rex 3 Pro (nos dois tamanhos), T-Rex 3, Cheetah 2 Pro e Active 3 Premium. Em agosto, entra o Active Max. Falta, porém, um pedaço da família: o primeiro Balance, o Active 2 Round, o Active 2 Square e o Bip 6 ficam sem qualquer data. Não quer dizer que sejam abandonados, mas, na prática, os donos destes modelos continuam de braços cruzados à espera de um sinal. Quem comprou relógios que ainda se vendem em retalhistas portugueses como a Worten ou a Amazon Espanha tem motivos para torcer o nariz.
Vale a pena desejar o Zepp OS 6? A atualização é grande em refinamentos, não em fogos de artifício. A função estrela é o Multi-Device Activity Sync, que permite ao app Zepp Health juntar dados diários de vários dispositivos compatíveis, algo na linha do que a Garmin já faz. Para quem alterna entre um smartwatch Amazfit e uma pulseira de atividade, deixa de ser preciso andar a remendar estatísticas à mão.
O Daily Briefing expande o antigo resumo matinal e passa a funcionar de manhã e à noite, com mais contexto de sono, treinos, recuperação e tendências de saúde. O treino em si ganha estrutura: há Training Calendar e Training Library para seguir planos a partir do pulso, novos modos de treino híbrido como AMRAP, TABATA e EMOM, mais ferramentas para HYROX e métricas para corredores como ritmo ajustado à inclinação e zonas de frequência cardíaca baseadas no limiar de lactato. Parte disto já existia em alguns modelos, por isso o valor real vai depender de como a Zepp afinar algoritmos e interface.
A recuperação também sobe de patamar com o HybridCharge, que constrói em cima do BioCharge e junta conceitos como LifeLoad, registo de esforço percebido, Weekly Focus e planos de treino híbridos. A ideia é contar não só o que o relógio mede, mas também o desgaste que a vida real acrescenta. Há ainda melhorias de navegação, com Route Progress e gráficos de elevação mais claros, que assentam especialmente bem nos T-Rex e Cheetah, pensados para trilhos e corrida. O Launcher foi retrabalhado para ter gestos e botões mais consistentes entre modelos, um detalhe que não brilha em anúncios, mas que ajuda a reduzir a sensação de gama fragmentada.
O retrato final é simples: o Zepp OS 6 tenta arrumar a casa. Liga melhor vários dispositivos, organiza treinos e dá mais contexto à recuperação. Para quem tem um Amazfit na lista de atualização, isso aproxima a marca da liga de Garmin, Polar e companhia. Para quem ficou fora do calendário, é mais um lembrete de que, no mundo dos wearables, o suporte de software continua a ser tão importante como o sensor de ritmo cardíaco.
Fonte: Gadgets and Wearables
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