Nothing Phone (4b) abre pré-venda com bateria maior e IA em força
O novo Android “barato” da Nothing estreia a série (b) com mais bateria, Glyph revisto e software carregado de IA. Falta saber se o preço em euros acompanha o discurso acessível.
O novo Android “barato” da Nothing estreia a série (b) com mais bateria, Glyph revisto e software carregado de IA. Falta saber se o preço em euros acompanha o discurso acessível.
O Nothing Phone (4b) já está em pré-venda lá fora e marca a estreia da nova série (b), a porta de entrada oficial no alinhamento da marca de Carl Pei. Continua transparente, continua cheio de luzinhas atrás, mas a Nothing quer que este seja o telemóvel que finalmente faz volume de vendas, não só barulho em redes sociais.
O 4b pega na base do Phone (4a) e tenta afiná-la para uso diário: há uma bateria maior, a maior alguma vez posta num Nothing, e um desenho mais “unibody” que limpa um pouco o caos industrial dos modelos anteriores. A Glyph Bar atrás, aquelas faixas de LEDs que piscam com notificações e chamadas, foi refinada para ser menos gimmick e mais utilitária, com padrões mais simples e algumas integrações extra com o software.
Por dentro, o telefone chega com Nothing OS 4.1 sobre Android 16, com a marca a empurrar forte a sua suite de Essential AI, uma coleção de funções de inteligência artificial integradas no sistema. A Mashable fala em “software mais inteligente” mas, como sempre, o detalhe fino está em quantas destas funções vão ser realmente usadas depois da primeira semana. O histórico recente de IA em smartphones mostra muita demo em palco e pouca mudança real de hábitos, seja em Nothing, Samsung ou Apple, mesmo quando aparecem promessas ambiciosas como se viu no recente iOS 26.6 com IA espalhada por todo o lado.
O posicionamento é claro: o Phone (4b) é a forma “mais acessível” de entrar no catálogo da Nothing. O artigo original foca sobretudo o mercado norte-americano, com pré-encomendas já abertas em várias cores, preto, branco e azul, e com a habitual integração em retalhistas online locais. Para Portugal, o filme é outro. A Nothing tem aparecido por cá através de lojas como a Amazon ES e alguns retalhistas que importam, mas ainda não há detalhes concretos de preço em euros nem confirmação de presença oficial nas prateleiras da Worten ou FNAC.
Sem esses dados, o 4b existe para o leitor português mais como sinal de estratégia do que como compra imediata. A marca reforça a ideia de “família” de produtos, com esta série (b) a complementar os modelos principais e os auscultadores, tudo amarrado pela mesma linguagem visual transparente. É um mundo muito pensado para quem gosta de estética tech e menos para quem se preocupa com política de atualizações longa ou reparabilidade. Se o preço europeu ficar realmente abaixo dos modelos principais e a Nothing não cortar em suporte, pode ser um Android simpático para quem quer fugir ao duopólio Samsung-Chinese generic.
Por agora, fica o aviso: o Nothing Phone (4b) existe, está em pré-venda noutros mercados, traz mais bateria, Android 16 com Nothing OS 4.1 e Essential AI, e um Glyph menos espalhafatoso. Falta a parte que interessa a quem lê em euros, quanto vai custar na Europa e se chega oficialmente a Portugal. Até lá, continua a ser sobretudo um objeto de desejo para quem acompanha lançamentos de smartphones como quem segue futebol de transferências.
Fonte: Mashable
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