Samsung marca Unpacked a 22 de julho com dobrável mais largo
A marca prepara um terceiro formato de dobrável e novas versões do Flip, Fold e Galaxy Watch. Londres volta a ser palco, mas o alvo real é o iPhone dobrável.
A marca prepara um terceiro formato de dobrável e novas versões do Flip, Fold e Galaxy Watch. Londres volta a ser palco, mas o alvo real é o iPhone dobrável.
A Samsung já pôs data ao próximo Galaxy Unpacked: 22 de julho, em Londres, às 14h em Lisboa. O convite vem com o slogan “A new shape unfolds” e um bilhete alto com a ponta rasgada, encurtado. Não é subtil, é um recado: o próximo dobrável grande vai ser mais baixo e mais largo.
Os rumores de um terceiro formato no alinhamento Galaxy Z andam a circular há meses, com um “wide foldable” pensado para enfrentar o Huawei Pura X Max e o inevitável iPhone dobrável que a Apple anda a cozinhar. A ideia é simples, mas relevante para quem vive colado ao ecrã: menos formato comando da TV, mais tablet em miniatura, melhor para vídeo, navegação e multitarefa em modo livro. A Samsung dominou os dobráveis na Europa quase por ausência de concorrência, mas esse conforto acabou, sobretudo com Huawei e marcas chinesas a empurrar especificações agressivas em mercados vizinhos.
Ao que tudo indica, o novo formato não substitui o Fold clássico. A marca deverá antes rebatizar o dobrável alto e estreito como Galaxy Z Fold 8 Ultra, para o separar do novo modelo mais largo. É semântico, mas é estratégia: manter o público que gosta do “telefone que vira tablet” vertical e testar um segundo conceito sem alienar a base. Em Portugal, onde os dobráveis seguem a ser nicho de luxo, isto significa basicamente mais um modelo acima dos 1.500€ a disputar espaço em montras da FNAC e da Worten.
No mesmo palco devem aparecer os suspeitos do costume. Nova geração do Galaxy Z Flip, com o formato de concha ainda a ser a porta de entrada “mais acessível” ao mundo dobrável, e novos Galaxy Watch, tanto a linha principal como o modelo Ultra. As fugas de informação apontam para relógios visualmente muito parecidos com os atuais, o que reforça a sensação de que o palco principal pertence aos dobráveis. Quem quer um smartwatch Android decente já tem boas opções, aqui a Samsung parece focada em consolidar em vez de arriscar.
Para o mercado europeu, este Unpacked é menos sobre a data e mais sobre o sinal. A Samsung precisa de mostrar que ainda lidera o formato que ajudou a normalizar, em vez de viver de iterações anuais previsíveis enquanto a Apple entra de rompante com um único modelo dobrável e uma máquina de marketing bem oleada. Se o novo wide foldable trouxer apenas um formato diferente colado ao mesmo preço obsceno e às mesmas promessas de sempre sobre durabilidade da dobra, será difícil convencer alguém a trocar um topo de gama tradicional que já custa menos 500€.
Por agora só há convite, slogan e muitas suposições. Mas quando uma marca como a Samsung mexe na própria definição do que é um Galaxy Z, não é apenas um evento em Londres, é um reposicionamento de linha. A 22 de julho vamos ver que forma é que esse “novo formato” tem na prática e, mais importante, quanto custa dobrar a carteira para o seguir.
Fonte: The Verge
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