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ProtoArc EM11 Pro quer ser o rato ergonómico e económico

Rato vertical com scroll horizontal, macros via browser e bateria para meses de uso, por cerca de 50€. Um preço que não assusta freelancers.

ProtoArc EM11 Pro quer ser o rato ergonómico e económico

O novo ProtoArc EM11 Pro é daqueles produtos que nascem de um problema muito específico: quem tem dores no pulso não costuma ter 200€ para dar por um rato ergonómico “de clínica”. A marca quer furar precisamente aí, com um rato vertical a 49,99$, cerca de 45€, que tenta juntar conforto, atalhos a sério e um truque curioso: configura-se todo no browser, sem software residente.

Comecemos pelo corpo. O EM11 Pro é um rato vertical com uma inclinação de 58 graus, pensado para pôr a mão numa posição mais neutra e aliviar a pressão no pulso, algo crítico em casos de lesões por esforço repetitivo ou síndrome do túnel cárpico. Não é um formato tão extremo como alguns modelos quase em forma de joystick, o que pode ajudar na adaptação de quem vem de um rato clássico. O design já arrecadou um iF Design Award, sinal de que, pelo menos em papel, a ProtoArc conseguiu equilibrar ergonomia e funcionalidade sem cair no gadget médico feio.

Do lado da produtividade, o EM11 Pro leva isto mais a sério do que grande parte dos ratos ergonómicos baratos que se encontram em grandes superfícies. Tem uma roda de scroll lateral em metal para navegação horizontal em folhas de cálculo e timelines, seis botões programáveis e suporte para até três dispositivos com alternância rápida. A ligação pode ser feita via Bluetooth ou receptor de 2,4 GHz, embora a programação exija usar o dongle sem fios. O sensor oferece DPI ajustável entre 800 e 7.200, o suficiente para ir da edição minuciosa ao arrastar de janelas em três monitores sem mexer muito o braço.

O detalhe mais interessante está na configuração: todas as funções, atalhos e macros fazem-se numa página web, através de browsers como Chrome ou Edge, sem instalar drivers proprietários. Em ambientes corporativos com políticas de segurança rígidas isto não é detalhe, é o que decide se o rato pode ou não entrar no escritório. Também elimina a típica guerra de compatibilidade entre Windows, macOS e Linux. Para quem anda entre portátil do trabalho, desktop pessoal e tablet, um rato que se adapta ao sistema em vez de prender o utilizador a uma aplicação vale mais do que mais 2.000 DPI no folheto.

Em teoria, a autonomia também ajuda. A ProtoArc fala numa bateria recarregável de 500 mA e até 200 dias de uso entre cargas. Mesmo que esse número seja otimista e dependa de desactivar LEDs e usar o modo mais poupado, estamos a falar de meses e não de semanas. Somando tudo, o EM11 Pro encaixa num nicho pouco sexy mas essencial: quem passa o dia em folhas de cálculo e dashboards, sente o pulso a queixar-se e não tem orçamento para o hardware de luxo. Falta saber se a ProtoArc o coloca facilmente em retalhistas europeus como Worten, FNAC ou Amazon Espanha. Um bom rato ergonómico a este preço só interessa a quem o consegue realmente comprar sem importar meio mundo.

Fonte: Forbes

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