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Novo Surface Pro 12 baixa preço, mas também corta na memória

A Microsoft lança um Surface Pro 12 mais barato com ecrã de 90 Hz e Snapdragon X Plus, mas só 8 GB de RAM e sem selo Copilot+.

Novo Surface Pro 12 baixa preço, mas também corta na memória

A Microsoft decidiu mexer no Surface Pro 12 polegadas. Em vez de um modelo novo de raiz, pegou na versão com Snapdragon X Plus, cortou memória e preço, e empurrou-o para uma gama mais acessível. Nos EUA desce de 1.049$ para 849$, o que em conversão direta anda perto dos ~780€, embora ainda não haja preço europeu confirmado.

Por fora nada muda: continua a ser o 2‑em‑1 compacto, apenas em cor Platinum, com ecrã de 12 polegadas a 90 Hz e brilho na casa dos 500 nits nos testes do NotebookCheck. Por dentro mantém o mesmo Qualcomm Snapdragon X Plus X1P‑42‑100, o tal chip Arm que a Microsoft tem empurrado como futuro do Windows portátil, depois de anos a prometer autonomia e silêncio que só agora começam a aparecer em produtos reais. É o mesmo tipo de aposta que vimos no segmento dos wearables com o novo Snapdragon pensado para óculos inteligentes: menos watts, mais eficiência, menos ventoinhas.

O truque está, claro, no corte que não se vê nas fotos. Onde o modelo base anterior vinha com 16 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, este novo “barato” mantém os 256 GB, mas desce para 8 GB de RAM. A poupança é de 200$, mas o preço passa a incluir um gargalo bem mais visível no dia a dia do que o marketing gosta de admitir. Em 2026, 8 GB num Windows que quer fazer IA local, virtualização ligeira e meia dúzia de separadores de browser é receita para swap constante e aquela sensação de máquina cara que parece barata.

Esse corte de RAM tem outra consequência concreta: este Surface Pro 12 deixa de cumprir os requisitos da Microsoft para ser um PC Copilot+. Ou seja, o hardware tem NPU e CPU para as demos em palco, mas o crachá oficial fica de fora porque a própria Microsoft traçou os 16 GB como mínimo. É um detalhe quase irónico. A empresa vende IA em todo o lado, mas o modelo que torna a linha Surface um pouco mais acessível é também o que fica excluído do clube Copilot+.

Para quem é que isto faz sentido? Para quem olha para o Surface Pro como máquina de notas, Office, navegação e pouco mais, valoriza o formato leve e o ecrã fluido, e não quer passar a barreira psicológica dos 1.000€. Aí a ficha de 8 GB ainda sobrevive. Para quem edita foto, mexe em ficheiros grandes, abre dezenas de separadores ou quer prolongar a vida útil do portátil por muitos anos, este corte é difícil de engolir, até porque o armazenamento continua soldado e sem hipótese de upgrade.

Falta saber se, quando chegar à Europa, a Microsoft vai tratar este Surface Pro 12 de 8 GB como entrada séria na gama ou apenas como isco de preço de catálogo. O hardware base é competente, o formato continua apelativo, mas a decisão de travar nos 8 GB cheira mais a segmentação artificial do que a compromisso bem pensado para o utilizador. Em 2026, o “barato” na linha Surface continua a ter asterisco em letra pequena.

Fonte: Notebook Check

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