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Belkin estreia localizadores compatíveis com Apple e Google

Quatro novos trackers SureFind chegam já com argola, cabo ou formato cartão prontos a usar. A Belkin entra no jogo da Apple e da Google sem exigir capas nem acessórios extra.

Belkin estreia localizadores compatíveis com Apple e Google

A Belkin passou anos a vender capas e argolas para AirTags. Agora decide cortar o intermediário e lançar os seus próprios localizadores Bluetooth SureFind, apresentados na IFA 2026, já pensados para ir direto para o porta-chaves, carteira ou telemóvel sem compras adicionais.

Há um detalhe que os põe logo noutro campeonato: cada modelo funciona com a rede de localização da Apple, Find My, ou com a da Google, Find Hub. Ou seja, não tens de escolher campo Android ou iOS na gaveta das chaves. Isto não é apenas simpático, é estratégico. Numa casa onde convivem iPhone e Pixel, estes são dos poucos localizadores que não criam ilhas tecnológicas.

O SureFind Spot é o ponto de entrada. Custa 14,99$ (sem preço europeu confirmado) e vem já preso a uma argola metálica. Nada de capas de silicone, nada de adaptadores. O SureFind Loop Cable Tag, a 24,99$, pega na mesma ideia de “pendurar e esquecer” e junta-lhe um truque útil: o laço é na verdade um cabo USB-C para USB-C curto, que funciona como carregador de emergência. É o tipo de acessório híbrido que faz mais sentido na mochila de quem anda com vários gadgets do que no bolso de quem só quer saber onde deixou as chaves do carro.

Para carteiras, a Belkin segue a fórmula óbvia: o SureFind Card, a 26,99$, tem tamanho de cartão de crédito e certificação IP68. Sobrevive a submersão prolongada, diz a marca, mas isso é mais seguro contra lavagens na máquina do que mergulhos dedicados. Bluetooth e água continuam incompatíveis, portanto se a carteira for ao fundo do rio, ficas limitado à última localização conhecida. Continua a ser melhor do que nada, mas está longe da fantasia de “encontrar tudo em todo o lado” que o marketing gosta de vender a estes gadgets invisíveis que se querem meter em todo o lado, como já analisámos em wearables sem ecrã querem que te esqueças que eles existem.

No topo da gama está o SureFind Wallet Stand, 39,99$, pensado mais para o telemóvel do que para a carteira propriamente dita. Prende-se magneticamente ao smartphone, funciona como kickstand para ver vídeos na secretária e ainda promete bloquear leituras RFID dos teus cartões. É um três-em-um: suporte, porta-cartões e localizador. O preço aproxima-o dos acessórios “premium” da Apple e companhia, por isso aqui a integração dupla Apple/Google torna-se um argumento sério, especialmente para quem troca de plataforma de vez em quando.

Há duas notas práticas para quem lê isto em Portugal. Primeiro, os preços são em dólar e a Belkin ainda não detalhou lançamento europeu, por isso fica por confirmar quanto custarão nas prateleiras da FNAC ou da Worten e se chegam a tempo das compras de natal. Segundo, a integração com Find My e Find Hub é ótima, mas também significa que ficas preso às regras da Apple e da Google em matéria de alertas anti-stalking e privacidade. A Belkin traz hardware competente e alguns toques inteligentes, mas o poder real destes trackers continua a viver nos gigantes que controlam o telemóvel que levas no bolso.

Fonte: The Verge

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