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Wayland 1.26 afina o protocolo e prepara terreno para os compositors

Nova versão do Wayland traz pequenos ajustes ao protocolo e tooling, pensa mais em developers e distros do que em efeitos vistosos no teu ecrã.

Wayland 1.26 afina o protocolo e prepara terreno para os compositors

Wayland 1.26 já está cá fora. Não muda o teu ambiente gráfico de um dia para o outro, mas mexe em peças fundamentais do protocolo que manda no futuro do desktop Linux, por muito que alguns ainda sonhem com X11 e companhia. Aliás, há poucas semanas falávamos de um novo servidor X11 escrito em assembly. Bonito como curiosidade, mas o investimento sério continua em Wayland.

Esta versão introduz um novo evento wl_pointer.warp, pensado para notificar uma nova posição do cursor sem que o utilizador mexa fisicamente no rato. Isto é útil para jogos e interfaces que precisam de “teleportar” o cursor de forma controlada, sem recorrer a truques estranhos. Vem também um pedido wl_fixes.ack_global_remove para lidar com condições de corrida quando objetos globais são removidos, um daqueles detalhes que quase ninguém vê mas que evitam estados fantasmas e crashes difíceis de reproduzir.

Do lado da API, há uma nova função wl_display_remove_socket_fd() para retirar sockets previamente adicionados por wl_display_add_socket_fd(). É mais uma peça para quem escreve compositors e aplicações de baixo nível conseguir gerir melhor a vida do servidor Wayland, especialmente em setups mais complexos. Para debugging, os timestamps de WAYLAND_DEBUG passam a usar o formato “HH:MM:ss.xxxxxx”, muito mais legível e alinhado com outros logs do sistema. Pequena mudança, grande melhoria para quem passa horas a casar linhas de log.

Como sempre, há correções de bugs e clarificações no protocolo, o que interessa sobretudo aos developers de compositors como KDE, GNOME ou Sway. Para a maior parte dos utilizadores, esta versão não é algo para ir buscar à mão. Os próprios developers lembram: se não manténs uma distro ou não compilas tudo de fonte por gosto, espera que o teu repositório estável actualize. Instalar o tarball de Wayland à parte raramente faz sentido, até porque as novas capacidades só contam quando os compositors e toolkits (GTK, Qt, etc.) as começam a usar.

Em paralelo saiu também o Weston 16, a implementação de referência de um compositor Wayland. Não é pensado como desktop do dia a dia, funciona mais como laboratório vivo do projeto. Esta versão corrige fugas de memória em código DRM e na subscrição de shaders GL, além de problemas de inicialização no backend DRM. É pouco glamoroso, mas é aqui que muitas ideias e quebras de compatibilidade são testadas antes de aterrarem em projetos maiores.

Wayland 1.26 chega cerca de quatro meses depois da 1.25, que já tinha sido um lançamento contido com novos atributos “frozen”, pedidos extra para wl_surface.get_release e logs coloridos em WAYLAND_DEBUG. O ritmo mantém-se: releases pequenas, cirúrgicas, muito focadas em estabilidade e tooling. Para quem usa Linux no desktop isto significa menos drama, menos regressões e um futuro cada vez mais longe do peso morto do X11, mesmo que a transição ainda doa em algumas aplicações mais antigas.

Fonte: 9to5Linux

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