Snapdragon Wear Elite de 3 nm detalhado no futuro Galaxy Watch Ultra 2
Primeiros dados do novo chip de 3 nm da Qualcomm para relógios chegam pela mão do Galaxy Watch Ultra 2. Menos consumo, mais desempenho e uma pressão clara sobre a Samsung.
Primeiros dados do novo chip de 3 nm da Qualcomm para relógios chegam pela mão do Galaxy Watch Ultra 2. Menos consumo, mais desempenho e uma pressão clara sobre a Samsung.
O Galaxy Watch Ultra 2 ainda nem saiu, mas já sabemos qual vai ser o cérebro. A Samsung escolheu o novo Qualcomm Snapdragon Wear Elite, um chip de 3 nm pensado para wearables que começa agora a ganhar ficha técnica credível online. Não é só uma mudança de nome, é uma viragem de geração num segmento onde os relógios Android andam a reboque do Apple Watch há anos.
O ponto-chave é o processo de fabrico de 3 nm. Em teoria, isto significa muito menos consumo energético para o mesmo desempenho, ou então mais desempenho para a mesma bateria. Em relógios, cada miliwatt conta. Se a Qualcomm acertar na fórmula, o Wear Elite pode ser o primeiro passo sério para ter relógios Wear OS com dois ou três dias de autonomia real com tudo ligado, em vez daquela rotina de carregar todas as noites que muitos já aceitaram como inevitável.
Segundo o que foi avançado, o Snapdragon Wear Elite combina novos núcleos de CPU com GPU mais capaz e um bloco de processamento dedicado para IA e sensores de saúde. A Qualcomm anda há anos a prometer esta convergência, mas só agora o hardware parece aproximar-se da ambição. Não é por acaso que quase todos os gigantes querem controlar melhor a parte dos chips, da Apple a amarrar a Broadcom até 2031 à Amazon a preparar silício para tudo o que mexe.
Para a Samsung, a escolha também é reveladora. Em vez de insistir em Exynos em todos os relógios, abre a porta a um Qualcomm topo de gama num modelo que se quer halo, o Ultra. A implicação é simples: se o Galaxy Watch Ultra 2 chegar ao mercado com um Wear Elite eficiente e rápido, qualquer Galaxy Watch com chip antigo vai parecer ainda mais datado. E a concorrência Android que ficar presa a SoC antigos vai sofrer na comparação direta em fluidez, tempos de abertura de apps e métricas como análise de sono ou deteção de treino em tempo quase real.
Claro que um chip melhor não resolve tudo. Wear OS continua pesado, a integração com o ecossistema da Google é inconsistente e a saúde continua a depender tanto de sensores como de software. Mas um bom processador é o mínimo para não estragar o resto. O salto para 3 nm coloca os relógios Android finalmente na mesma liga de eficiência onde Apple e alguns chips móveis proprietários já jogam. Se os fabricantes souberem aproveitar, o Galaxy Watch Ultra 2 com Snapdragon Wear Elite pode marcar o momento em que os relógios com Android deixaram de ter como desculpa o hardware fraco.
Fonte: Sam Mobile
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