Quatro truques do Waze que valem mesmo a pena usar
A app de navegação da Google esconde atalhos para chegar mais depressa, com menos toques e mais personalidade. Muitos estão enterrados em menus onde quase ninguém mexe.
A app de navegação da Google esconde atalhos para chegar mais depressa, com menos toques e mais personalidade. Muitos estão enterrados em menus onde quase ninguém mexe.
O Waze vive na sombra do Google Maps, mas continua a ser a app de navegação preferida de muita gente que passa a vida ao volante. Em vez de mapas limpinhos e neutros, aposta em trânsito em tempo real, avisos da polícia, buracos na estrada e outras dores de cabeça de quem conduz. O curioso é que, como lembra o Engadget, boa parte do melhor do Waze está escondida em menus que quase ninguém abre.
Um desses atalhos é o “Ir para amigos e família”. Em vez de escreveres sempre o mesmo endereço, o Waze consegue arrancar da lista de contactos o local de casa, do trabalho ou daquele amigo onde vais todas as semanas. A lógica é simples: abres o Waze, fazes swipe para cima, desces até ao fundo e dás acesso aos contactos. Depois basta começares a escrever o nome da pessoa para a app sugerir logo a morada guardada. O lado menos simpático é óbvio: para funcionar, o Waze quer ver toda a tua lista de contactos. Se te arrependeres, tens de ir às definições do sistema e retirar a permissão, tanto em iOS como em Android. Mais cómodo para ti, mais dados para a Google, a troca é essa.
Onde o Waze se distingue mesmo é na personalização. Além dos “Moods” e sidekicks que mudam o avatar e o ícone do carro, há um modo que transforma completamente a voz das instruções: podes gravar o teu próprio pack de voz ou pôr alguém lá de casa a fazer o papel de GPS. Segundo o Engadget, a app apresenta 39 frases diferentes para gravares, de curvas básicas a avisos de radares e perigos. Cada clip pode ter até seis segundos, o que dá espaço para alguma graça, mas obriga a disciplina se não quiseres acabar com um guia de navegação caótico. Se deixares algumas linhas por gravar, o Waze cai de vez em quando na voz padrão, o que quebra o efeito.
Outro truque subvalorizado é o “Planear viagem”. Em vez de te lembrares à última hora que tens de atravessar meia cidade em hora de ponta, podes dizer ao Waze a que horas queres chegar e deixar a app tratar do resto. Procuras o destino, tocas em “Sair mais tarde” em vez de “Ir agora” e escolhes a hora de chegada, em blocos de 15 minutos. O Waze mostra logo uma previsão de trânsito para cada opção e permite mudar o ponto de partida e o dia da semana. Se ligares o calendário à app, os compromissos com morada aparecem ali automaticamente como viagens planeadas. É o tipo de integração que faz sentido para quem anda sempre entre reuniões, mas também é mais um gancho para colar a tua vida digital ao ecossistema Google.
Para quem gosta de mexer em tudo, há ainda o lado quase “developer” do Waze: códigos secretos que se escrevem na barra de pesquisa e desbloqueiam funções escondidas. O Engadget destaca o “##@morph”, que ativa um avatar de monstro invisível nos menus normais, e o “##@cctts”, que limpa a cache de texto-para-fala e pode resolver bugs de navegação por voz. A própria comunidade mantém listas mais completas de códigos de pesquisa do Waze, uma herança de quando a app tinha uma relação muito mais aberta com utilizadores avançados.
No conjunto, estes truques mostram duas caras do Waze: por um lado, uma ferramenta de navegação poderosa e altamente ajustável ao teu gosto; por outro, mais um serviço Google que vive da quantidade absurda de dados que recolhe. Quem está disposto a pagar esse preço em privacidade ganha uma app de condução mais divertida e eficaz. Quem não está, continua bem servido com o Maps, mas perde alguns destes detalhes que tornam o Waze menos aborrecido nas filas do costume.
Fonte: Engadget
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