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Primeiro Lenovo Googlebook chega mais barato que o valor anunciado

O Lenovo Googlebook 15 corta 200 dólares ao preço que a própria Google tinha apontado no lançamento. Continua caro para um portátil leve, mas entra em território mais difícil para o MacBook Air e para os ultrabooks Windows.

Primeiro Lenovo Googlebook chega mais barato que o valor anunciado
Ilustração digital | Pixel Magazine

A Google disse uma coisa em palco e a Lenovo acabou a fazer outra, para melhor. Segundo o Android Authority, o primeiro Googlebook da marca, o Lenovo Googlebook 15, vai afinal começar nos $1.099,99, abaixo dos $1.299 que a Google mostrou na apresentação dos novos portáteis. Em euros, estamos a falar de cerca de 1.010€ em vez de ~1.190€, uma diferença perto dos 180€ antes de impostos locais.

O valor continua tudo menos barato, mas muda a conversa. Os primeiros Googlebook foram posicionados como resposta direta ao MacBook Air e aos ultrabooks Windows mais finos, algo que já tínhamos visto no arranque da gama no anúncio inicial dos portáteis Googlebook. Com este corte de preço, o modelo de 15 polegadas da Lenovo deixa de ser apenas um experimento premium com selo Google e passa a competir de forma mais séria com portáteis OLED Windows na mesma faixa.

Em troca, o Lenovo Googlebook 15 oferece um conjunto de especificações que, para 2026, estão dentro daquilo que se espera num portátil de produtividade caro. Há um ecrã OLED tátil de 15,3 polegadas com resolução 2,8K, que faz deste o maior Googlebook no lançamento. A Lenovo sublinha que é também o portátil de 15 polegadas mais leve no seu catálogo, com 1,29 kg, o que o coloca no mesmo campeonato de peso de muitos modelos de 13 ou 14 polegadas.

No interior, o computador vem com um Intel Core Ultra 5 325, 16 GB ou 32 GB de RAM LPDDR5X, 256 GB ou 512 GB de armazenamento e uma bateria de 70 Wh. Nada aqui dispara alarmes, mas também nada justifica por si um preço quase a roçar os 1.200€ se a conversão fosse direta. O corte anunciado agora aproxima mais a ficha técnica da realidade do mercado. Ainda assim, quem quiser mais que 512 GB ou opções com GPU dedicada vai continuar a olhar para portáteis Windows clássicos.

Nas ligações e extras, a Lenovo não se limitou ao mínimo: webcam de 5 MP com obturador físico, quatro colunas com Dolby Atmos, leitor de impressões digitais, desbloqueio facial, e o inevitável Glowbar dos Googlebook. Nas portas, há Bluetooth 6.0, Wi-Fi 7, duas Thunderbolt 4, uma USB 3.2 de tamanho completo, HDMI 2.0 e ficha de 3,5 mm. Ou seja, nada de guerra aberta às portas como acontece em alguns concorrentes finos, o que é bem-vindo num portátil que se quer de trabalho.

Mesmo com o novo valor, o Lenovo Googlebook 15 continua mais caro que o Googlebook convertível da Acer, que ficará pelos $900 (cerca de 830€). Em troca, oferece um ecrã maior e especificações alinhadas com a ideia de “ultrabook com selo Google”. Se isso chega para convencer alguém a sair do conforto de um portátil Windows ou de um MacBook, vai depender menos desta diferença de 200 dólares e mais de o Googlebook OS provar que não é apenas mais um sistema a meio caminho entre Chromebook e portátil tradicional.

Fonte: Android Authority

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