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Lenovo Yoga 9i Aura Edition aposta tudo na qualidade de construção

O novo conversível premium da Lenovo junta chassis em metal, OLED a 120Hz e boa autonomia. O preço entra em terreno de ultrabook de luxo, mas o conjunto chega para justificar o valor para quem vive colado ao portátil.

Lenovo Yoga 9i Aura Edition aposta tudo na qualidade de construção
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

Num mercado cheio de portáteis finos que parecem iguais, a Lenovo está a tentar cobrar mais por algo simples: melhor construção. O Yoga 9i 2‑in‑1 Aura Edition 14 é o novo conversível premium da marca, e quem o testou para o How-To Geek saiu com a impressão clara de que aqui se paga sobretudo o metal, o ecrã e os detalhes, não tanto o “bruto” da performance.

Comecemos pelo hardware. O Yoga 9i traz um processador Intel Core Ultra 7 355, gráfica integrada Intel, 32GB de RAM LPDDR5x soldada e um SSD NVMe PCIe 4.0 de 1TB. O destaque não está nos números, está no corpo: chassis totalmente em alumínio, arestas polidas à volta da base e um peso a partir de 1,29kg, com espessura a rondar os 15mm. É um conversível de 14 polegadas, dobradiça a 360 graus tradicional, sem experiências com formatos estranhos, ao contrário do que temos visto em vários dobráveis recentes.

O ponto forte é mesmo o ecrã. Segundo o How-To Geek, o painel OLED de 14 polegadas com resolução 2880 × 1800 e taxa de atualização de 120Hz é daqueles que estragam outros portáteis: pretos fundos, cores vivas e fluidez que se nota tanto a navegar na web como a ver vídeo. O brilho e a definição colocam-no claramente na liga dos ultrabooks caros, e aqui a Lenovo não andou a cortar. A câmara de 5MP com IR e obturador físico e os quatro altifalantes de 2W (dois woofers, dois tweeters) reforçam a ideia de máquina pensada para chamadas e consumo multimédia, não só para folhas de cálculo.

Teclado e trackpad também recebem elogios. Quem escreveu a review sublinha que o teclado retroiluminado com 1,5mm de curso é confortável em sessões longas e que o trackpad está ao nível do que se espera num portátil de mais de 2.000€. A conectividade acompanha: duas portas Thunderbolt 4 USB‑C, uma USB‑A 10Gbps, HDMI 2.1, jack de 3,5mm e Wi‑Fi 7. O que não há mesmo é leitor de cartões, uma ausência difícil de perdoar neste segmento para quem lida com câmaras ou gravação externa.

Na autonomia, a bateria de 70Wh faz o seu trabalho. De acordo com o teste do How-To Geek, o Yoga 9i cumpre a promessa de “all‑day battery”: um dia inteiro de trabalho normal com Windows 11 sem dramas, ajudado pelos 65W de carregamento via USB‑C. Em desempenho, o portátil é rápido em produtividade geral e tarefas pesadas pontuais, e até dá para umas sessões de jogo ligeiro. O jornalista conseguiu jogar No Man’s Sky com recurso a técnicas de upscaling como o Intel XeSS, o que diz mais da eficiência do motor de jogo do que de qualquer vocação gaming da gráfica integrada.

É aqui que entra o lado menos simpático: o preço. Nos EUA, o Yoga 9i Aura Edition começa nos 2.350$, algo como ~2.150€. É muito dinheiro para um portátil com gráfica integrada que não aguenta jogos mais pesados ao nível que este valor sugere. Em troca, o que se recebe é um conversível leve, sólido, com um OLED excelente, teclado e trackpad exemplares e autonomia fiável. Para quem quer um único computador para trabalhar, ver séries e andar sempre na mochila, a proposta faz sentido. Para quem liga a gaming ou quer o máximo desempenho bruto por euro, há máquinas menos bonitas e mais ruidosas que fazem melhor negócio. A Lenovo está claramente a testar até onde é que a qualidade de construção pode puxar o preço. Quem comprar este Yoga 9i está a dizer que aceita a aposta.

Fonte: How-To Geek

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