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Pixel Watch 5 vaza quase todo antes do evento de agosto da Google

Especificações completas e preços do próximo relógio da Google escaparam online. O Pixel Watch 5 chega mais caro e com bateria maior, mas continua preso ao universo Pixel.

Pixel Watch 5 vaza quase todo antes do evento de agosto da Google

O próximo relógio da Google praticamente já não tem segredos. O Pixel Watch 5 apareceu num mega leak que despeja especificações completas e tabela de preços, semanas antes do evento de 12 de agosto onde a Google vai oficializar também a família Pixel 11. Para um produto que devia ser o cartão-de-visita do Wear OS, a estratégia continua a ser curiosa: hardware cada vez mais polido, mas um lançamento pensado primeiro para os EUA e para quem já vive no jardim murado da marca.

Comecemos pelo concreto. O Pixel Watch 5 mantém o formato redondo com ecrã AMOLED de 1,2 polegadas, margem ainda generosa, e vidro reforçado. A Google sobe a bateria para uma capacidade um pouco maior, com promessa interna de mais horas em modo sempre ligado e monitorização contínua. Por dentro, o relógio avança para um SoC mais recente, com mais RAM e armazenamento, o que deve ajudar nas animações e na fluidez geral, sobretudo com os atalhos para funcionalidades de IA que a marca anda a empurrar em tudo, do relógio ao telemóvel, depois de ter enterrado o antigo Assistant em favor do Gemini.

O leak detalha variantes com conectividade só Wi-Fi/Bluetooth e versões LTE, com preços a subir face à geração anterior. Falamos de valores que, convertidos, se alinham nos ~350€ para o modelo base e a rondar os ~420€ para a versão com dados móveis, embora ainda sem preço europeu confirmado. Isto coloca o Pixel Watch 5 ao nível, ou acima, dos topos de gama da Samsung e da Apple. A Google parece convencida de que o selo “Pixel” justifica o prémio, mesmo quando o seu relógio continua sem a mesma implantação internacional dos rivais e fica preso a um número limitado de países e funcionalidades por região.

Do lado da saúde, nada de salto radical. Há monitorização contínua de batimentos cardíacos, SpO2, sono detalhado e métricas avançadas importadas do Fitbit, tal como na geração anterior. A resistência à água mantém-se adequada para natação, com certificação para mergulhos ocasionais. Falta, pelo menos nos documentos agora revelados, qualquer menção a um sensor novo de saúde que o destacasse de forma clara dos Galaxy Watch ou até dos Garmin mais urbanos. É mais um polimento de ficha técnica do que um salto de categoria.

O software será, como sempre, a peça crítica. O relógio chega com a nova versão do Wear OS, recheada de integrações com o ecossistema Pixel, desde o controlo de câmara até às notificações contextuais e respostas rápidas turbinadas por IA. O problema é que a Google continua a recentrar tudo no Gemini e a matar serviços paralelos, de forma nem sempre elegante, como vimos no fim do Assistant clássico no Android. Quem compra um relógio de mais de 400€ tem de engolir esta aposta total numa IA que ainda está longe de ser fiável em todas as línguas e contextos.

Para Portugal, o cenário repete o dos anos anteriores: sem confirmação de lançamento oficial, o Pixel Watch 5 arrisca ficar outra vez dependente de importações vindas de Espanha ou de lojistas paralelos, com garantias mais frágeis e integrações limitadas. A Google continua a tratar o hardware Pixel como uma montra de visão, não como uma linha de produtos global. O resultado é um smartwatch que, em ficheiro, compete com os melhores, mas que para a maioria dos utilizadores europeus continua a ser mais tese de design da Google do que opção real na prateleira da Worten ou da FNAC.

Fonte: GSM Arena

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