Pixel 11 com modem MediaTek aproxima-se e pode enterrar o fantasma Exynos
Documentos da FCC para o Pixel 11 Pro Fold apontam para um modem MediaTek no Tensor G6. Se se confirmar, é a maior mudança de baseband desde que a Google inventou o Tensor.
Documentos da FCC para o Pixel 11 Pro Fold apontam para um modem MediaTek no Tensor G6. Se se confirmar, é a maior mudança de baseband desde que a Google inventou o Tensor.
Os papéis da FCC costumam ser seca pura. Mas de vez em quando escondem uma bomba. No relatório SAR do Pixel 11 Pro Fold, no meio de tabelas e mais tabelas de potência de rádio, aparece uma palavra que muda o filme do próximo Google: MediaTek.
Até aqui, todos os Tensor viveram presos a um modem Samsung Exynos. E quem usa Pixel em Portugal sabe o que isso significou: autonomia sofrível em 5G, aquecimento fácil e, em alguns mercados, cobertura menos fiável que a concorrência da Qualcomm. A Google sempre vendeu o Tensor como peça-chave para fotografia computacional e truques de IA no telemóvel, mas a base de rádio continuou a ser um calcanhar de Aquiles pouco glamoroso.
Os rumores de que o Tensor G6 iria trocar o modem Samsung por um MediaTek M90 circulam desde o ano passado. Agora, a referência explícita a algoritmos MediaTek num teste RF do Pixel 11 Pro Fold torna a mudança praticamente assumida. A Samsung não vai enfiar código MediaTek num Exynos. Isto cheira a modem novo e a corte de relações, pelo menos nesta peça do puzzle.
Para quem está na rede da MEO, NOS ou Vodafone, isto pode ser mais relevante do que mais um filtro mágico nas fotos. A eficiência do modem dita quanto tempo o Pixel aguenta longe da tomada quando alternas entre 4G e 5G, quando usas tethering no portátil ou quando atravessas zonas com sinal fraco no comboio. MediaTek tem feito um percurso discreto mas competente em modems 5G, sobretudo em chips Dimensity de gama média e alta, com consumos que em muitos casos andam mais perto da Qualcomm do que da Samsung.
Claro que trocar o modem não transforma um Tensor num Snapdragon por milagre. A Google continua a desenhar um chip muito focado em IA e fotografia, com CPU e GPU que frequentemente ficam atrás da concorrência em bruto. Mas atacar o modem é mexer num dos pontos mais sensíveis da experiência diária, especialmente em países como Portugal, onde o 5G está espalhado mas a qualidade real da ligação oscila bastante entre operadores e zonas urbanas ou rurais.
O detalhe MediaTek nos documentos FCC não resolve tudo. Falta perceber se o Pixel 11 e o Pixel 11 Pro Fold chegam oficialmente a Portugal ou se continuamos empurrados para importações europeias e compras na Amazon Espanha. Mas, se este for o primeiro Tensor sem Exynos no modem, a Google mostra finalmente que aprendeu onde doía mais. Agora fica a faltar ter coragem semelhante no resto do chip.
Fonte: Android Authority
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