Microsoft testa pesquisa do Windows 11 mais limpa e sem anúncios
A nova caixa de pesquisa do Windows 11 começa a esconder promoções e a dar mais controlo ao utilizador. Por enquanto, só para quem está no programa Insider.
A nova caixa de pesquisa do Windows 11 começa a esconder promoções e a dar mais controlo ao utilizador. Por enquanto, só para quem está no programa Insider.
A Microsoft está a testar uma versão mais limpa e rápida da pesquisa do Windows 11 que, pela primeira vez em muito tempo, promete pôr resultados à frente de anúncios e sugestões da Store. A mudança estreia-se no canal Experimental do programa Windows Insider e faz parte do pacote de melhorias de interface que também já trouxe uma barra de tarefas redimensionável e um novo diálogo Executar.
Segundo Jeff Petty e Anderson Aiziro, das equipas de Windows e Bing Search, a nova caixa de pesquisa chega através de uma série de atualizações com Controlled Feature Rollout. Ou seja, mesmo quem está no canal certo pode não a ver de imediato. Há quem force a coisa com feature flags, mas para o utilizador comum a recomendação é simples: reiniciar e verificar se a nova interface aparece.
A grande promessa é menos ruído. Os resultados passam a indicar de forma mais clara a origem: aplicação instalada, definição do sistema, ficheiro local, resultado web ou sugestão da Microsoft Store. Há também uma nova opção em Definições > Privacidade e segurança > Pesquisa que permite decidir se as sugestões da web e da Store aparecem lado a lado com o conteúdo local. Em teoria, a pesquisa deixa de ser um painel de marketing disfarçado e passa a ser aquilo que devia ter sido desde o Windows 10.
Do lado funcional, há várias correções de coisas que nunca deviam ter chegado assim a produção. A pesquisa de ficheiros passa a aceitar consultas com apenas duas letras, melhora a visibilidade de ficheiros na nuvem e conteúdos ligados à conta Microsoft, e torna-se mais tolerante a erros ortográficos e palavras incompletas quando procuras por aplicações. Localmente, o Windows promete agora priorizar ficheiros que sejam uma correspondência mais forte, em vez de atirar resultados aleatórios da web só porque há um acordo comercial por trás.
A Microsoft fala também em melhorias de fiabilidade, com menos bloqueios e problemas de carregamento da caixa de pesquisa. É a mesma narrativa de “melhorias contínuas” que tem acompanhado outras mudanças recentes no Windows 11, como a aposta em cópias de segurança automáticas e recuperação em nuvem, onde o entusiasmo técnico tem sido travado por questões legais na UE, como já se viu com os backups automáticos no Windows 11.
Para já não há calendário para estas novidades saírem do canal Experimental e chegarem à versão estável do Windows 11. A parte irónica é óbvia: é preciso um comunicado em 2026 para anunciar que a pesquisa do sistema operativo vai, talvez, voltar a servir primeiro o utilizador e só depois o departamento de vendas. Se esta limpeza sobreviver ao caminho até à versão final, será menos um motivo para instalar um lançador alternativo. E mais um lembrete de como o Windows se perdeu na própria ferrugem publicitária.
Fonte: BleepingComputer
Comentários · 0