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Linux 7.1 chega com NTFS novo e muitas melhorias

O novo kernel Linux 7.1 traz uma implementação NTFS fresca e afinadelas em energia, armazenamento, rede e segurança. É um lançamento de bastidores, mas importante.

Linux 7.1 chega com NTFS novo e muitas melhorias

O Linux 7.1 já está oficialmente cá fora. Linus Torvalds assinou hoje o lançamento da nova versão do kernel, focada em melhorar o que já existe: suporte de hardware, sistemas de ficheiros, rede e segurança. Não é uma release cheia de fogo-de-artifício para o desktop, mas mexe em vários pontos sensíveis para quem vive de servidores, NAS ou portáteis que têm de aguentar o dia inteiro.

O destaque óbvio é a nova implementação de NTFS, resultado de quatro anos de desenvolvimento. Traz suporte de escrita completo com alocação adiada, integração iomap e folios para melhorar o desempenho, além de uma nova suite de utilitários em espaço de utilizador chamada ntfsprogs-plus. Em termos práticos, isto pode ser o fim da dor de cabeça do NTFS-3g, conhecido por ser lento em partilhas Samba e discos externos usados como NAS. Para quem gere máquinas dual-boot com Windows ou usa discos formatados em NTFS por hábito, esta mudança é bem mais relevante do que qualquer tema novo de ambiente gráfico.

O Linux 7.1 mexe também no lado da segurança e do controlo de acessos. Há um novo direito de acesso Landlock para sockets UNIX baseados em pathname, suportado por um gancho LSM (Linux Security Module). Isto dá mais granularidade às aplicações que querem isolar-se de forma séria sem depender de soluções gigantescas tipo container. Do lado da gestão de energia, há melhorias nos drivers amd-pstate e intel_idle, o que interessa diretamente a quem tem portáteis AMD ou Intel modernos e anda sempre à caça de mais uma hora de autonomia. O suporte exFAT ganha ainda a capacidade de pré-alocar clusters sem os limpar, o que ajuda a reduzir fragmentação em cartões SD e pens USB.

Nas entranhas da arquitetura, o kernel ativa por omissão o FRED, o Flexible Return and Event Delivery da Intel, que moderniza o caminho de tratamento de interrupções e eventos no hardware recente da marca. Surgem ainda contadores de latência de memória (CMEM Latency PMU) para SoC Tegra410 da NVIDIA, suporte BPF fsession em IBM System/390 e seccomp() a chegar à velha arquitetura Alpha. É o tipo de trabalho de manutenção que quase ninguém vê, mas que mantém o Linux a correr em tudo, de mainframes a brinquedos antigos.

Há mais afinadelas em torno de I/O e armazenamento: o driver de bloco em espaço de utilizador ublk recebe a flag UBLK_F_SHMEM_ZC para I/O zero-copy, o cliente CIFS ganha suporte para O_TMPFILE para criar ficheiros temporários, e o Ceph passa a ter infraestrutura completa para métricas de I/O por subvolume, reportadas ao MDS. O kernel passa também a gerar e verificar informação de proteção T10 ao nível de sistemas de ficheiros, estende o suporte TCG Storage Opal Single User Mode na interface sed-opal, integra BPF no io_uring e permite múltiplos algoritmos de tuning no subsistema DAMON.

No campo mais visível para o comum utilizador, há atualizações nos drivers USB e Thunderbolt, incluindo um driver de fonte de alimentação USB e novidades no dwc3, além de novos dispositivos suportados. Continuam as melhorias de som e rede, afinam-se os sistemas de ficheiros EXT4 e F2FS e há updates nos drivers AMDGPU e i915. Para quem usa distribuições mainstream, a recomendação sensata mantém-se: o tarball já está no kernel.org e no git de Torvalds, mas faz mais sentido esperar que o 7.1 chegue aos repositórios estáveis da tua distro com os patches de distribuição e testes feitos. O upstream corre primeiro, o resto do ecossistema apanha o comboio nas próximas semanas.

Fonte: 9to5Linux

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