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Lenovo IdeaPad Vibe quer ser o “MacBook Neo” para quem vive no Windows

Portátil colorido, OLED e pronto para IA, o novo IdeaPad Vibe chega para atacar o segmento do MacBook Neo com preços agressivos e especificações pouco típicas num modelo de entrada.

Lenovo IdeaPad Vibe quer ser o “MacBook Neo” para quem vive no Windows

A Lenovo foi direta ao alvo: o IdeaPad Vibe existe para ir buscar quem olha para o MacBook Neo e pensa “giro, mas não vou largar o Windows”. Anunciado no Lenovo Innovation World antes da IFA 2026, é um portátil fino, cheio de cor e com especificações que, em papel, batem de frente com o modelo de entrada da Apple.

O Vibe chega em versões de 14 e 15 polegadas, ambas com ecrã OLED, espessura de 14,9 mm e peso a partir de cerca de 1,3 kg. Sim, é um pouco mais grosso e volumoso que o MacBook Neo, mas não propriamente um tijolo. A Lenovo vai vender variantes em plástico e em metal, algo que provavelmente veremos refletido no preço em Portugal, sobretudo nas campanhas habituais de retalhistas como a Worten ou a FNAC.

Onde a Lenovo decidiu esticar o conceito foi no design. Em parceria com a Pantone, o IdeaPad Vibe vem em sete cores com nomes mais dignos de catálogo de sofá do que de portátil: Dreamy Violet, Spicy Gold, Zen Green, Chill Blue, Radiant Coral, Moody Blue e Lowkey Grey. As versões em metal levam o protagonismo visual e o teclado permite trocar teclas, tipo kit de LEGO, para combinações de cor à medida. É o anti-cinza corporativo que ainda domina muitos portáteis Windows.

O lado prático não foi esquecido. Há duas portas USB-A, duas USB-C, HDMI em tamanho normal, leitor de cartões microSD e entrada de auscultadores. Para quem vive de adaptadores num Mac moderno, isto é quase luxo. A webcam de 5 MP tem obturador físico para privacidade e há opção de teclado com retroiluminação e ecrã tátil na versão de 15 polegadas. Nada disto reinventa o conceito de portátil, mas é um pacote mais completo do que o habitual neste patamar.

Por dentro é onde a concorrência ao Neo ganha dentes. O IdeaPad Vibe pode vir com chips AMD Ryzen AI 400 ou Qualcomm Snapdragon X, todos com unidade NPU dedicada para tarefas de IA local, a moda do momento no Windows 11. No modelo AMD, a RAM vai até 32 GB e é atualizável pelo utilizador, o que é cada vez mais raro. O armazenamento chega a 1 TB, também com dois slots e possibilidade de upgrade. Já o modelo com Snapdragon fica-se por 24 GB de RAM não expansível, embora o SSD continue trocável. A Lenovo fala ainda num futuro modelo com Intel, claramente a querer marcar presença em todos os lados da guerra dos processadores com IA.

O lançamento está previsto em duas vagas: configurações com AMD em outubro e com Snapdragon em novembro. O preço anunciado arranca nos $699, cerca de ~640€, alinhado com o MacBook Neo após o último aumento por causa da RAM. Falta saber o valor oficial para a Europa, margens e IVA incluídos, mas se a Lenovo não se entusiasmar nas conversões, o Vibe tem tudo para ser aquele portátil Windows que finalmente entra na conversa sempre dominada pelos Mac em fóruns de estudantes e criadores. Se depois o suporte de drivers e a autonomia acompanham o discurso, isso já é outra história.

Fonte: 9 to 5 Google

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