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Huawei MatePad Pro 12 chega fino ao extremo e com OLED de topo

Nova MatePad Pro 12 fica nos 4,7 mm de espessura, aposta em OLED muito brilhante e numa versão Soft Light anti-reflexos. Por agora, só para a China.

Huawei MatePad Pro 12 chega fino ao extremo e com OLED de topo

Um tablet de 12 polegadas com apenas 4,7 mm de espessura e até 1.600 nits de brilho não é exatamente discreto. A Huawei apresentou na China a nova MatePad Pro 12, um modelo topo de gama em duas variantes: normal e Enjoyment Edition, esta última ligeiramente mais barata e com chipset Kirin T93A em vez do Kirin T93. A marca não explicou o que muda em desempenho, o que costuma ser código para “é um pouco pior, mas não queremos falar nisso”.

O hardware é quase todo partilhado. O modelo standard distingue-se pelo sensor de cor multiespectral Red Maple de segunda geração e por vídeo 4K na câmara traseira. A Enjoyment Edition perde os dois extras, mas mantém o resto do pacote: OLED de 12 polegadas com resolução de 3.036 x 1.952, margens de 3,55 mm e rácio ecrã-corpo de 93%. Há ainda uma variante com Soft Light display, que a Huawei diz refletir menos 30% que o MatePad Pro 12,2 de 2025 com o mesmo tipo de painel. É o mesmo ângulo de “ecrã tipo papel” que já vimos em tablets como o TCL Tab A1 Plus NXTPAPER, mas aqui em modo premium.

No design, a Huawei segue o que já fez no MatePad Pro Max: ilha de câmara circular atrás, corpo em metal e peso a rondar os 439 g, ou 454 g nas versões Soft Light. Há várias cores pouco subtis, de Cherry Blossom Pink Gold a Glowing Blue, passando por um mais clássico Space Gray. A câmara traseira é de 50 MP com abertura f/1.8 e flash LED, à frente há 12 MP para videochamadas. Nada de fotografia “de telemóvel”, mas para reuniões em video e digitalização ocasional de documentos chega e sobra.

Dentro do chassi fino entra uma bateria dual-cell de 10.400 mAh, carregamento a 66 W e até 40 W de reverse charging com cabo. É um truque útil para quem anda com auriculares ou um pequeno portátil em apuros. A lista de ligações inclui Bluetooth 6.0, Wi-Fi de dupla banda, USB 3.1 Gen 1 e saída DisplayPort 1.2, o que abre a porta a usar o tablet como quase-portátil quando ligado a um monitor externo. O áudio fica a cargo de quatro altifalantes, e o software é HarmonyOS 6.1, o sistema da casa que em Portugal continua a significar ausência de Google Mobile Services e ginástica com apps.

Os preços na China confirmam a ambição: a MatePad Pro 12 standard começa nos 5.999 yuan para 12 GB/256 GB, cerca de ~830€. A versão com Soft Light salta para ~1.000€, e os bundles com 512 GB e teclado chegam a ~1.150€ na Enjoyment Edition e ~1.270€ com Soft Light no modelo topo. Não há qualquer indicação de preço ou data para a Europa. Se chegar cá, não será “tablet de promoção de supermercado”, será concorrente direto dos iPad Pro e Galaxy Tab de topo.

Para quem vive no espaço Google e na Play Store, esta MatePad Pro 12 continua a ser uma espécie de vitrina tecnológica: mostra que a Huawei ainda sabe fazer hardware fino, leve e agressivo em ecrã, mas esbarra na mesma muralha de sempre, o software e os serviços. Se a marca algum dia conseguir resolver esse lado, tablets assim deixam de ser curiosidades chinesas e passam a problema sério para a concorrência. Até lá, visto da Europa, é mais um lembrete de que o hardware sozinho já não chega.

Fonte: Notebook Check

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