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Google precisa de um Pixel Watch Ultra, mas à maneira da Fitbit

O mercado pede um smartwatch Ultra da Google, mas copiar a Apple e a Samsung seria o caminho mais preguiçoso. A inspiração mais inteligente está no Fitbit Air.

Google precisa de um Pixel Watch Ultra, mas à maneira da Fitbit
Conceito para um possível smartwatch "Pixel Watch Ultra"

O rótulo Ultra pegou nos smartwatches. A Apple tem o Watch Ultra, a Samsung seguiu com o Galaxy Watch Ultra, e a Google continua ali no meio, com um Pixel Watch bonito, caro e estranhamente frágil para quem corre, pedala ou nada a sério. Mais cedo ou mais tarde, a marca vai ceder à pressão de mercado. A questão não é se vai haver um Pixel Watch Ultra, é que tipo de produto vai ser.

Hoje o Pixel Watch vive num limbo. A Google vende a ideia de wearable de fitness, mas o relógio tem vidro abaulado totalmente exposto, sem safira, com um desenho mais joalharia que desporto. Funciona para escritório e café, não tanto para trilho cheio de pedra solta. Enquanto a Apple e a Samsung apostam em caixas robustas, linhas agressivas e protecções de ecrã à prova de susto, o Pixel Watch parece quase de outra categoria.

Um eventual “Pixel Watch Ultra” não devia ser apenas um Pixel Watch mais caro com um botão extra. O salto teria de ser estrutural: abandonar o vidro em cúpula, reforçar a caixa, subir a resistência a riscos e repensar o sistema de braceletes. É aqui que entra o Fitbit Air, o tracker modular da própria Google, que mostra uma abordagem muito mais interessante que o típico relógio-bloco metálico ao estilo Apple Watch Ultra.

No Fitbit Air, o “miolo” sai do bracelete. A cápsula encaixa e desencaixa, o que abre espaço para capas e suportes diferentes. Transposto para um Pixel Watch Ultra, isto podia significar uma peça central com ecrã e sensores que encaixa numa estrutura de protecção rígida, com uma ligeira borda a proteger o vidro, idealmente em safira ou num novo vidro/cerâmica mais resistente. O utilizador ganhava um relógio duro para treino e montanha, sem perder a possibilidade de o tirar dessa “armadura” para um uso mais discreto no dia-a-dia.

Esta modularidade também encaixa na estratégia mais agressiva de hardware da Google, que tem empurrado a linha Pixel para “ataque” e mais volume de vendas. Um Ultra bem pensado podia evitar o erro comum: relógios gigantes, pesados, que prometem aventuras polares e depois passam 99% do tempo na secretária. Se a Google copiar apenas o estilo militar da concorrência, terá mais um tijolo caro no pulso. Se aproveitar a ideia do Air, tem uma hipótese de fazer um relógio desportivo que não parece fantasia de influencer de trail.

A probabilidade maior é vermos primeiro mais trackers Fitbit, talvez com ecrã, enquanto a família Pixel Watch se limita a iterações tímidas. Mas o espaço para um Ultra existe, especialmente na Europa, onde o Apple Watch Ultra domina o segmento topo e os Galaxy Watch Ultra começam a ganhar terreno. Falta a alternativa “Google” a sério. A tecnologia modular já está em casa. O que falta é coragem para não lançar apenas mais um clone em metal escovado.

Fonte: 9 to 5 Google

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