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Como usar o Quick Share no Android para enviar ficheiros em segundos

Esquece emails para ti próprio e links de Drive só para um ficheiro. O Quick Share já está no teu Android e resolve quase todos os envios entre dispositivos com dois toques.

Como usar o Quick Share no Android para enviar ficheiros em segundos
Ilustração digital | Pixel Magazine

Se ainda andas a enviar fotos e documentos por email para ti próprio para os teres no portátil, estás a complicar a vida. O Android já traz o Quick Share para trocar ficheiros entre dispositivos em poucos segundos, sem contas extra, sem apps novas e sem subir tudo para a cloud.

O Quick Share é a evolução do antigo Nearby Share. Usa Bluetooth para descobrir dispositivos próximos e Wi-Fi local para transferir fotos, vídeos, documentos, links e outros ficheiros de forma rápida. Funciona mesmo sem internet, o que por si só o mete à frente de muitos serviços de messaging e de clouds da moda.

Na prática, como explica o Android Police, isto significa fugir aos limites ridículos de anexos de email, às fotos esborrachadas pelo WhatsApp e ao ritual de enviar um ficheiro para o Drive só para o ir buscar logo a seguir no portátil. Para uso diário, o Quick Share é a opção que faz mais sentido, e por alguma razão ainda passa ao lado de muitos utilizadores Android.

Enviar ficheiros com o Quick Share passo a passo

Não precisas de instalar nada. O Quick Share já está no sistema na maioria dos telemóveis Android recentes.

  1. Abre o ficheiro que queres partilhar, seja uma foto, vídeo, PDF ou outro tipo de documento.
  2. Toca no ícone de partilha (o clássico símbolo de partilhar do Android).
  3. Na folha de partilha, escolhe Quick Share.
  4. O telemóvel vai procurar dispositivos próximos. Quando aparecer o nome do dispositivo de destino (outro Android, tablet ou portátil compatível), toca nesse nome.
  5. No dispositivo de destino, quem estiver a receber tem de aceitar a transferência quando o aviso aparecer no ecrã.

Há alguns requisitos básicos que costumam explicar quase todos os “não está a aparecer”: os dois dispositivos devem ter o Bluetooth ligado, estar relativamente perto um do outro e com o ecrã desbloqueado para receber ficheiros. A ligação Wi-Fi pode ser usada para acelerar o envio, mas não precisas de dados móveis nem de internet ligada para a transferência em si.

Se, mesmo assim, o outro dispositivo não aparecer na lista, há um plano B dentro do próprio Quick Share. Podes gerar um código QR para o destinatário ler com a câmara. Dá mais um passo, mas continua a ser mais limpo do que andar a fazer malabarismos com anexos de email.

Atalhos para teres o Quick Share sempre à mão

O Quick Share está escondido à vista de todos. Quem o usa com frequência não anda sempre a descer a lista de opções de partilha à procura da entrada certa. O truque é pô-lo em destaque onde interessa.

Primeiro, na folha de partilha: podes fixar o Quick Share para ele ficar sempre nos primeiros lugares. Assim não desaparece para o fundo da lista, misturado com apps que usas uma vez por ano. É aí que faz sentido para quem anda sempre a enviar coisas do telemóvel para o portátil, como já defendemos quando escrevemos que o Quick Share devia ser o padrão para partilhas em Android.

Depois, nos Atalhos Rápidos: puxa a barra do topo do ecrã para baixo para abrir o painel de atalhos e procura o tile Quick Share. Se não o vires logo:

  1. Toca no botão de editar ou no ícone de lápis no painel de Atalhos Rápidos.
  2. Procura o Quick Share na lista de botões disponíveis.
  3. Arrasta o ícone para a área ativa dos atalhos e confirma.

A partir daqui, ativar o Quick Share é um gesto de dois toques. Para quem troca ficheiros várias vezes ao dia, esta diferença entre “tenho ali em cima” e “está algures perdido nas definições” decide se a funcionalidade é usada ou ignorada.

Por que é que isto é melhor do que mandar para a cloud

A abordagem clássica de meter tudo no Google Drive ou noutro serviço parecido para depois sacar o ficheiro no portátil tem dois problemas óbvios: tempo e privacidade. Primeiro, sobes o ficheiro. Depois, descarregas outra vez. Se forem vídeos grandes ou álbuns inteiros de férias, sentes cada megabyte. E, pelo meio, ficas dependente da tua ligação de internet.

Com o Quick Share, as transferências fazem-se em rede local, com velocidades bem superiores às de muitos uploads domésticos. E os ficheiros não passam por servidores de terceiros pelo meio, ficam na viagem direta entre os dispositivos. Para documentos de trabalho, fotos pessoais ou vídeos privados, é uma diferença que conta.

É verdade que ainda há contextos em que faz sentido usar a cloud, por exemplo para partilhar uma pasta com várias pessoas ou como backup. Mas para o caso concreto “quero este ficheiro do telemóvel no portátil em 10 segundos”, o Quick Share ganha quase sempre.

Para lá da ligação entre Android e Android, a Google também está a puxar o Quick Share para Windows com uma aplicação dedicada, e já permite partilhar com alguns iPhone seleccionados, descritos no próprio site oficial do Quick Share. É a forma da empresa tentar ter um AirDrop à escala Android, incluindo quem vive com um pé em cada sistema.

Num cenário em que a maior parte das pessoas continua a usar o email como cabide de ficheiros, o Quick Share mostra que o problema não é falta de soluções técnicas. É mesmo hábito. E esse, ao contrário dos limites de anexos, muda-se em segundos.

Fonte: Android Police

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