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Como pôr o teu Linux com cara de macOS usando Zorin OS grátis

Se queres largar o Mac sem largar o visual do macOS, o Zorin OS dá-te um meio-termo interessante. E não, não tens de pagar a licença Pro para lá chegar.

Como pôr o teu Linux com cara de macOS usando Zorin OS grátis

Há quem mude de macOS para Linux por filosofia, há quem mude por preço, e há quem só queira parar de comprar hardware da Apple. O problema é que, depois de anos com o Dock em baixo e o menu lá em cima, muita gente bate contra a parede cultural do GNOME ou do KDE. É aqui que o Zorin OS entra como distro de aterragem suave.

O Zorin é uma distribuição baseada em Ubuntu que vive de um argumento simples: familiaridade. Tem perfis de interface que imitam Windows, ChromeOS e, claro, macOS. A forma mais fácil de pôr o teu desktop a parecer um Mac é pagar a licença Zorin OS Pro, que custa $47,99, cerca de ~44€, comprada directamente ao projecto. Com a Pro, abres a app Zorin Appearance, escolhes o layout estilo Mac e ficas praticamente arrumado. O detalhe menos simpático: a licença é por versão principal, ou seja, a Pro do Zorin 18 não transita para o 19. Se és daqueles que instala sempre a versão nova no dia 1, isto começa a somar.

A alternativa óbvia é ficar na versão gratuita, que é onde o artigo da ZDNet insiste, e com razão. Na edição Core ou Lite, continuas a ter o painel Zorin Appearance, com vários layouts pré-definidos. Um deles coloca o painel em baixo com ícones maiores, outro empurra tudo para cima. Não encontras um botão mágico chamado “macOS”, mas com dois ou três ajustes ficas perigosamente perto: painel inferior centrado tipo Dock, aplicações fixas que imitam o alinhamento do Mac, tema claro com transparências e um painel superior mais discreto para relógio, sistema e notificações.

A vantagem disto é óbvia para quem vem de anos de macOS, sobretudo se o motivo da migração for o preço dos MacBook com chips M‑series e não um ataque de purismo open source. O cérebro não tem de reaprender onde está tudo, só tem de se habituar a nomes diferentes de aplicações e a loja de software do Ubuntu por baixo. Do lado técnico, continuas a ter compatibilidade com o universo de pacotes Debian/Ubuntu, drivers bem tratados e suporte de cinco anos, sem depender da boa vontade de um fabricante de hardware para soltar actualizações.

Claro que há limites. Podes copiar o layout, as sombras e os ícones, mas não vais ter o nível de integração que a Apple consegue ao controlar o chip, o sistema e o hardware. Coisas como Handoff, AirDrop ou o ecossistema fechado iCloud não aparecem por magia porque mudaste o tema. E há sempre o risco de ficar naquele limbo estético: um Linux que tenta ser Mac, mas onde uma ou outra janela ainda grita “GNOME” quando abres as definições. Quem quer um Linux assumidamente Linux talvez prefira partir de um GNOME ou KDE puro e construir o seu próprio workflow.

Para quem quer simplesmente sair do Mac, manter o visual familiar e gastar 0€ em licenças, o Zorin OS é um compromisso honesto. Compra a Pro se valorizas não perder tempo com ajustes ou queres apoiar directamente o projecto. Se preferes experimentar primeiro, a versão gratuita chega bem para um desktop com sotaque de macOS, sem teres de vender o velho MacBook para pagar a licença.

Fonte: ZDNet

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