Casio CRW-H001 leva o anel-relógio a sério como wearable de saúde
O anel-relógio viral da Casio cresceu: mede sono, batimentos, SpO2 e vibra com notificações. Por agora só na China, mas já a piscar o olho aos Oura e companhia.
O anel-relógio viral da Casio cresceu: mede sono, batimentos, SpO2 e vibra com notificações. Por agora só na China, mas já a piscar o olho aos Oura e companhia.
Primeiro foi um brinquedo de nostalgia e design. Agora a Casio pegou no seu anel-relógio viral e enfiou lá dentro um centro de monitorização de saúde. Chama-se CRW-H001 e, no papel, encosta-se aos smart rings que estão a tomar conta dos pulsos… perdão, dos dedos.
O CRW-H001 mantém a ideia original: um anel de aço inoxidável com um minúsculo ecrã LCD que mostra as horas e até faz de cronómetro e alarme. A diferença é o interior. A Casio acrescentou um revestimento em cerâmica que aloja o novo módulo de saúde, com sensores para batimentos cardíacos, sono e níveis de oxigénio no sangue, mais um motor de vibração para alarmes e notificações do telemóvel. O anel fala com a app própria da Casio, onde ficam os registos de sono, corridas, caminhadas e passeios de bicicleta.
É uma viragem curiosa para uma marca conhecida por relógios que aguentam guerra nuclear, não por dashboards de bem-estar. O CRW-H001 tenta ser os dois: continua a ser um objeto de moda assumido, mas agora com ambição de Oura Ring. A Casio troca o sistema de anilhas ajustáveis do modelo original CRW-001 por tamanhos separados, pequeno, médio e grande, e aceita o compromisso de peso, 19 g em vez de 16 g. Em anéis, três gramas sentem-se, mas também se sente ter sensores e bateria a sério no dedo.
Falando em bateria, aqui vê-se o limite físico de enfiar um smartwatch num aro de metal. A Casio promete cerca de seis dias de utilização normal ou até 25 dias em standby, e depois vem o detalhe menos simpático: a vida útil da bateria é estimada em dois anos, ao fim dos quais é preciso substituí-la. Num mercado onde se fala cada vez mais de reparabilidade e direito ao conserto, um wearable deste tipo arrisca tornar-se mais um consumível de luxo que um companheiro de longo prazo.
Para já, o CRW-H001 só se encomenda na China por 1.990 ienes chineses, cerca de 270€. Sem preço ou data anunciados para a Europa, e sem qualquer garantia de que a Casio vá adaptar o software a mercados fora da Ásia. Mesmo assim, a jogada é relevante: mostra que até marcas tradicionais de relógios querem uma fatia do segmento que a Oura, a Samsung e a própria Apple estão a namorar com anéis e smartwatches cada vez mais discretos. Já tínhamos visto a mesma tensão entre estilo e função nos rumores sobre o primeiro smartwatch da Nothing, aqui a Casio responde à sua maneira retro.
Se o CRW-H001 chegar à Europa, o mérito não vai ser bater Oura em métricas profundas de sono ou precisão de sensores. Vai ser mostrar que um wearable de saúde não tem de parecer um mini-smartphone atado ao corpo. E que talvez seja a indústria dos relógios clássicos, mais do que a dos telemóveis, a ter a noção mais clara do que é que as pessoas aceitam realmente usar todos os dias.
Fonte: Gizmodo
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