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Apple testa novos Vision Pro mais leves e com vários formatos

Segundo a Bloomberg, a Apple voltou à prancheta para redesenhar o Vision Pro. Há quatro conceitos em estudo, de um capacete mais leve a óculos com a computação num puck externo, mas nada deverá chegar às lojas antes de 2028.

Apple testa novos Vision Pro mais leves e com vários formatos
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

O Vision Pro ainda mal saiu dos nichos e a Apple já anda a experimentar o que vem a seguir. De acordo com a Bloomberg, a empresa está a trabalhar numa nova geração do headset de realidade mista, com vários formatos em cima da mesa e prioridade clara a uma coisa: tirar peso da cara de quem o usa.

O 9to5Mac recorda que o anterior projecto de headset mais leve, conhecido como Vision Air e com o nome de código N100, foi posto em pausa no ano passado. A Apple terá passado para um novo programa, N224, que já não é pensado como versão “low-cost”, mas antes como sucessor directo do Vision Pro actual, baseado no chip M5. Mesmo assim, há quem acredite que possa acabar por ter um preço um pouco mais baixo mantendo o posicionamento topo de gama.

O desenvolvimento ainda vai cedo. Nas contas da Bloomberg, este novo modelo só deverá aparecer entre o final de 2028 e o início de 2029. Até lá, a Apple está a testar pelo menos quatro conceitos. Um deles copia a lógica dos novos óculos VR da Meta, que passam a computação e a bateria para um puck externo. No papel, a ideia tem alguma coerência, até porque o Vision Pro já usa uma bateria à cintura. Mas aqui estaríamos a mexer também no cérebro do aparelho, o que obriga a chips mais eficientes e a uma gestão térmica muito mais apertada.

Nem toda a liderança da Apple estará convencida. Segundo a mesma reportagem, há executivos que preferem manter-se fiéis a um design o mais possível “all-in-one”, sem caixas penduradas no bolso. Em paralelo, a equipa de hardware está a experimentar materiais menos óbvios para aliviar o peso, de plásticos a titânio e outras ligas metálicas. Um dos protótipos mantém a forma em “ovo” do Vision Pro, mas muda o esqueleto para cortar gramas onde doem mais: no nariz e na testa.

Há um subtexto difícil de ignorar. Enquanto a Apple debate se arrisca mais no formato, a Meta já mostrou óculos VR muito mais leves e discretos, como se viu quando anunciou os Meta VR Glasses que trocam o capacete por óculos de cerca de 100 gramas. O contraste faz mossa. O hardware e o software da Apple continuam bem posicionados, mas a ergonomia está claramente a jogar em desvantagem, especialmente para sessões longas.

A Bloomberg aponta ainda para o papel dos próximos chips da série A. Se o A20 Pro já mostra o que consegue fazer dentro de um envelope térmico apertado, é plausível imaginar um A‑series dedicado a correr o visionOS com mais margem que o M5, sem ventoinhas nem tijolos de alumínio na cabeça. O risco é outro: esperar até 2029 num mercado onde a concorrência já está a iterar anualmente. Se a Apple quer que o Vision seja mais do que um acessório de luxo para developers e entusiastas, vai ter de resolver o peso e o formato antes que os óculos da Meta se tornem o padrão mental do que um headset deve ser.

Fonte: 9to5Mac

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