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10 truques de iCloud que devias usar e provavelmente ignoras

iCloud é bem mais do que um disco na nuvem para o iPhone. Estes truques escondidos poupam-te tempo, dores de cabeça e algum dinheiro em subscrições extra.

10 truques de iCloud que devias usar e provavelmente ignoras
Ilustração digital | Pixel Magazine

Se usas produtos Apple, usas iCloud, quer queiras quer não. Mesmo sem pagares o iCloud+, tens 5 GB grátis onde vivem cópias de segurança, fotos, contactos e documentos. Mas limitar o serviço a um simples disco na nuvem é deitar meio sistema fora. Há opções menos óbvias que resolvem problemas chato atrás de problema chato.

Estas são as formas mais úteis de tirar partido de iCloud, a partir das sugestões reunidas pelo Lifehacker e adaptadas ao uso real de quem anda entre iPhone, iPad e Mac todos os dias.

1. Recuperar ficheiros, contactos e versões antigas

Apagaste um ficheiro ou contacto por engano, ou gravaste por cima de algo importante, e estava tudo sincronizado com iCloud. Nem tudo está perdido. A Apple guarda versões anteriores e ficheiros apagados durante 30 dias, acessíveis na área de recuperação em iCloud.com.

No navegador, entra em iCloud.com com o teu Apple ID, escolhe Dados e privacidade ou procura a secção de recuperação, e usa o portal de recuperação de iCloud. Podes recuperar dados de apps como Calendário, Contactos, Mail, Fotografias, Notas e Lembretes, além de ficheiros de iCloud Drive e documentos do Pages, Numbers e Keynote. Quando repões uma versão antiga, a versão atual é arquivada, para poderes voltar atrás outra vez se for preciso.

2. Domínio de email personalizado sem pagar outro serviço

Se tens iCloud+, podes usar um domínio próprio em vez do típico endereço @icloud.com. Isto chega para gerir o email de uma pequena empresa ou até de uma família, sem assinar mais um serviço só para teres endereços com o teu apelido.

Cada subscritor pode configurar até cinco domínios, com 10 endereços por domínio. Ou seja, podes ter contas separadas para trabalho, família, projetos paralelos, tudo a cair na infraestrutura da Apple. Nas definições de iCloud na web, entra em Domínio de email personalizado, adiciona o domínio e ativa a opção Permitir tudo se quiseres receber qualquer email enviado para esse domínio, mesmo com erros no nome.

3. Usar Hide My Email para matar spam à nascença

Outra vantagem do iCloud+ é o Hide My Email. Em vez de dares o teu endereço principal a cada site, crias aliases aleatórios que encaminham tudo para a tua caixa real. Se um dia começarem a chover newsletters ou spam, desativas só aquele alias. Fim do problema.

Podes gerar quantos endereços Hide My Email quiseres, diretamente no iOS, iPadOS, macOS, Safari, Mail, Apple Pay e em algumas apps de terceiros. O destinatário vê sempre o alias, não o email verdadeiro. Para compras, registos em serviços duvidosos ou subscrições que não confias, isto é um para-raios essencial.

4. Contacto de legado para a “gaveta digital” da família

A Apple permite definir contactos de legado para a tua conta. Na prática, escolhes alguém que passa a ter direito a aceder às tuas fotos, ficheiros, mensagens e cópias de segurança depois da tua morte. É a forma menos caótica de tratar da herança digital.

No iPhone ou iPad, vai a Definições > [o teu nome] > Início de sessão e segurança > Contacto de legado e segue os passos. A pessoa escolhida recebe uma chave de acesso e, para assumir a conta, terá de apresentar essa chave e o teu certificado de óbito à Apple. Importante: dados do iCloud Keychain, como palavras-passe e passkeys, não entram neste pacote. Se queres que alguém fique com essas credenciais, terás de usar outro método, como um gestor de palavras-passe partilhado.

5. Partilhar iCloud+ em família sem misturar vidas

O iCloud+ pode ser partilhado com até seis pessoas através de Partilha com a família. Todos mantêm contas Apple separadas, com as suas fotos privadas, documentos e cópias de segurança. O que se partilha é o espaço total e os extras pagos.

Os planos vão dos 50 GB aos 12 TB. Financeiramente só faz sentido partilhar se a maioria das pessoas for usar mesmo o espaço ou as funcionalidades extra, como Hide My Email e o Private Relay. Se tens uma família inteira a pagar planos individuais de 200 GB “por via das dúvidas”, faz-se a conta em dois minutos e normalmente sai mais barato juntar tudo num plano maior.

6. Biblioteca partilhada de fotos de férias

Um dos usos mais inteligentes de iCloud é acabar com o rodízio de AirDrop em jantares e férias. Em vez de cada pessoa guardar metade das fotos, crias uma biblioteca partilhada de Fotografias em iCloud onde entram automaticamente as imagens de um grupo específico ou de um período como uma viagem.

Nas definições de Fotografias no iOS ou macOS, podes criar uma biblioteca partilhada, escolher quem entra e definir regras automáticas, por exemplo, incluir todas as fotos onde aparecem pessoas específicas, ou tiradas num intervalo de datas. Acabas com a confusão de “manda-me essa” e ficas com um registo comum sem duplicar tudo em cada aparelho.

No fim, iCloud vale pelo que escondes e automatizas, não pela pasta de documentos que espreitas uma vez por mês. Quando se começa a explorar estas camadas, a nuvem da Apple deixa de ser um imposto do iPhone e passa a ser uma ferramenta que realmente trabalha por ti.

Fonte: Lifehacker

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