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Um ajuste escondido no Windows 11 que poupa bateria ao portátil

Um jornalista do How-To Geek desativou o CPU boost em bateria no Windows 11 e viu menos 36% de consumo. Não é magia, é um compromisso agressivo entre desempenho e autonomia.

Um ajuste escondido no Windows 11 que poupa bateria ao portátil
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

Quem anda sempre com o carregador do portátil atrás não precisa de mais sermões sobre reduzir o brilho do ecrã ou fechar abas do browser. Segundo o How-To Geek, há um ajuste bem mais profundo no Windows 11 que pode render poupanças sérias na bateria: desligar o boost do processador quando o portátil está em bateria.

O caso contado pelo How-To Geek começa como em tantas mesas de café: um portátil ASUS que parece aguentar pouco tempo longe da ficha. Primeiro vieram as tentativas clássicas, criar um plano de energia personalizado a partir do modo Equilibrado e limitar o estado máximo do processador em bateria a 80%. Resultado pouco convincente. A descida para 70% também não trouxe melhorias notórias, só a sensação de estar a cortar potencial ao CPU sem retorno claro.

Depois ajustaram-se tempos de desligar o ecrã e de suspensão, medidas que ajudam quando o portátil está parado, não quando se está a trabalhar ativamente. Os modos de “Melhor eficiência energética” do Windows continuaram na gaveta, precisamente porque a ideia era perceber até onde se podia ir com um ajuste mais cirúrgico. A resposta veio de uma definição enterrada nos planos de energia: Processor performance boost mode, o modo que decide como e quando o Windows deixa o processador passar acima da frequência base.

Em vez de limitar o estado máximo do processador, o jornalista criou um segundo plano de energia, manteve o CPU a 100% de estado máximo, mas desativou o boost apenas em bateria. Ligado à corrente, tudo ficou como dantes. Em teoria, isto corta os picos de consumo que vêm com as frequências turbo, à custa de perder aquele arranque extra em tarefas pesadas. A dúvida óbvia é se o portátil fica a arrastar-se. Na experiência relatada, em tarefas do dia a dia a diferença de velocidade foi pouco relevante, mas os números de autonomia mexeram: uma redução de cerca de 36% na drenagem da bateria face ao plano com boost ativo.

O caminho para chegar a esta definição não é simpático para o utilizador comum. Em muitos portáteis, a opção de boost nem aparece por defeito na interface gráfica dos planos de energia. É preciso ir ao Editor de Política de Grupo ou mexer no Registo para expor a definição, exatamente o tipo de coisa que a maioria das pessoas não quer fazer e que a Microsoft esconde para não ser responsabilizada por maus resultados. Aqui vale a pena lembrar que truques deste género são complementares a gestos mais básicos e seguros, como as definições de suspensão e os ajustes que já explicámos em detalhe nos ajustes que devolvem vida a um PC lento.

Deve toda a gente desligar o CPU boost em bateria? Provavelmente não. Quem faz edição de vídeo, compilações demoradas ou gaming portátil vai sentir o corte, e pode acabar a gastar o que poupou em bateria em minutos extra de espera. Mas a história do How-To Geek mostra duas coisas importantes: primeiro, o impacto real que as frequências turbo têm na autonomia; segundo, o quão pouco transparente o Windows continua a ser com opções que fazem diferença. Falta ao sistema um modo de energia avançado, claro e oficial, que assuma este compromisso de forma simples, em vez de obrigar quem quer mais bateria a andar às escondidas nos bastidores do sistema.

Fonte: How-To Geek

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