O Windows 11 não fica lento só por culpa do hardware. Uma parte da culpa é da própria Microsoft, que insiste em enfiar meio catálogo de serviços a arrancar com o sistema. Quem domina o assunto limpa logo tudo numa instalação fresca. Quem não vive mergulhado em definições vai convivendo com um PC arrastado sem perceber porquê. De acordo com o How-To Geek, há cinco peças oficiais da casa que vale a pena travar no arranque se queres um Windows 11 mais leve.
A primeira é o Microsoft Edge. Mesmo que uses outro navegador como padrão, o Edge gosta de se pré-carregar em RAM com truques como o Start-up boost e apps em background. Resultado: vários centenas de MB (ou mais) ocupados antes de abrires uma única janela. No artigo, o autor mostra o Gestor de Tarefas com o Edge a mamar mais de 3 GB de memória. Desligar o carregamento em fundo e o arranque acelerado nas definições do browser não parte o Windows, apenas obriga o Edge a arrancar como um programa normal quando realmente o abres.
Depois vêm os Widgets. Aquele feed lateral que mistura meteorologia, notícias e publicidade tem de ir buscar dados à internet e manter processos em segundo plano. Se nunca usas o painel ou já tens atalhos mais diretos no browser ou no telemóvel, estás só a gastar CPU e memória por preguiça da Microsoft em admitir que nem toda a gente quer um mini-portal permanente colado ao ambiente de trabalho. Desactivar os Widgets livra-te também de mais um ponto de distração visual.
O OneDrive é outro clássico. A integração com o Explorador é útil para quem vive mesmo em cloud, mas o cliente insiste em sincronizar, indexar e verificar alterações, o que em máquinas mais antigas ou com discos mecânicos se sente bem. O How-To Geek defende que, se usas o OneDrive só de vez em quando, vale mais tirar a aplicação do arranque, ou até desligá-la, e abri-la manualmente quando precisas. A mesma lógica aplica-se ao Teams de consumo, que o Windows 11 tenta empurrar como chat de referência mesmo para quem já vive no WhatsApp, Slack ou Discord. Ter mais um mensageiro semi-morto a arrancar com o sistema é pedir lentidão gratuita.
O quinto elemento é o Copilot. A Microsoft está a enfiar o assistente de IA em todo o lado, da barra de tarefas ao Office, mas isso também significa mais serviços residentes, telemetria e chamadas de rede a bombear logo no arranque. Para muita gente, o Copilot continua a ser mais curiosidade do que ferramenta diária. Desactivá-lo reduz a pressão sobre PCs com 8 GB de RAM ou menos, precisamente o tipo de máquina onde o Windows 11 já anda a puxar pelos limites. É a velha história: a Microsoft quer mostrar que está na linha da frente da IA, mesmo à custa de quem só quer abrir o browser e o Word sem esperar meio minuto.
Quem escreve para o How-To Geek sublinha um ponto importante: não é preciso recorrer a scripts obscuros, comandos no PowerShell ou utilitários manhosos a prometer “desbloat” mágico. Tudo isto se controla pelas definições do próprio Windows 11 e das apps da Microsoft. A parte menos simpática é que continua a caber ao utilizador descobrir onde desligar cada coisa. Para quem já andou a mexer em opções como o Memory Integrity, vale a pena cruzar esta limpeza com as recomendações que explicámos no artigo não desligues o Memory integrity do Windows 11 tão depressa: poupar recursos é bom, mas sacrificar segurança ou estabilidade em nome de mais uns milissegundos é conversa para outro tipo de risco.
Fonte: How-To Geek
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