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Quatro ajustes no Google Fotos que travam o caos dos screenshots

As capturas de ecrã estão a comer o teu espaço no Google Fotos sem dares por isso. Há quatro definições que deviam ser mudadas hoje, antes de chegares ao limite dos 15 GB.

Quatro ajustes no Google Fotos que travam o caos dos screenshots
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

Se tens o aviso de armazenamento quase cheio na conta Google e achas que a culpa é das fotos de férias, convém olhar melhor. Segundo o MakeUseOf, uma boa parte do espaço está a ser ocupada por capturas de ecrã descartáveis que o Google Fotos insiste em tratar como se fossem memórias para a vida toda.

A raiz do problema é simples: por defeito, a app tenta fazer backup de praticamente tudo o que aparece na galeria do Android. Inclui a pasta de screenshots, recibos em PDF convertidos em imagem, memes do WhatsApp, downloads aleatórios. Cada um destes ficheiros conta para o mesmo bolo de 15 GB que partilhas com Gmail e Google Drive. Em 2026, isto é francamente curto, e a forma como o Google esconde as alavancas não é inocente.

O primeiro corte óbvio é desligar o backup automático da pasta de capturas de ecrã. Nas definições do Google Fotos, na secção de cópias de segurança, existe uma lista de pastas de dispositivo que podem ser sincronizadas. O guia do MakeUseOf mostra que, em muitos telemóveis Android, a pasta “Screenshots” vem marcada por omissão. Tirar esse visto impede que cada comprovativo de MB Way e cada código QR de passagem única ocupe espaço na nuvem meses depois de ter deixado de servir para alguma coisa.

Outra definição crítica é a opção de backup por defeito, que em alguns modelos de Android inclui automaticamente novas pastas do sistema. Resultado: instalas uma app qualquer, ela cria uma pasta de imagens temporárias e, sem dares conta, o Google Fotos começa a subir tudo. Desligar a inclusão automática de novas pastas e passar a escolher manualmente o que entra no backup obriga a um minuto de atenção agora, mas poupa gigabytes no futuro. É a mesma lógica que já vimos noutras frentes, como nas definições escondidas do Gboard que recolhem mais dados do que parece.

Há ainda o tema da qualidade do backup. O Google empurrou durante anos a ideia de que o modo “poupança de armazenamento” era quase tão bom como o original. O artigo do MakeUseOf volta a lembrar o óbvio: se já estás a encher a conta com lixo visual, não faz sentido estar em modo original a guardar screenshots de baixa resolução. Reduzir a qualidade global para poupança ou, mais sensato ainda, manter a qualidade alta só para as pastas que interessam mesmo, é um compromisso que faz falta em muita conta Google à beira do limite.

Por fim, a lixeira do Google Fotos e a gestão de pastas partilhadas continuam a ser o buraco negro que muitos ignoram. Apagar não chega, é preciso esvaziar o caixote para o espaço voltar, e convém rever regularmente pastas de apps de mensagens e downloads. A sensação de “onde foi parar o armazenamento” já rendeu outro artigo detalhado sobre Android, e nas contas do MakeUseOf, uns ajustes discretos no Google Fotos chegam para recuperar vários gigabytes. Não é magia, é só recusar a ideia de que cada screenshot merece um lugar eterno na nuvem.

Fonte: MakeUseOf

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