iPhone 18 Pro Max bate recordes de bateria nos testes da CNET
Os novos iPhone 18 Pro e Pro Max não vivem só da câmara. Nos testes de laboratório da CNET, a autonomia e o carregamento rápido são o verdadeiro argumento de venda.
Os novos iPhone 18 Pro e Pro Max não vivem só da câmara. Nos testes de laboratório da CNET, a autonomia e o carregamento rápido são o verdadeiro argumento de venda.
Entre o iPhone Duo dobrável e a nova câmara com abertura variável, era fácil ignorar os iPhone 18 Pro e 18 Pro Max. Segundo a CNET, quem o fizer arrisca-se a passar ao lado da mudança mais relevante deste ciclo: a bateria. Nos testes de laboratório da publicação, o 18 Pro Max passa a ser o iPhone com maior autonomia de sempre. E o 18 Pro torna-se o iPhone que carrega mais depressa em cabo.
Quando a Apple revelou a família iPhone 18, o discurso focou-se na fotografia e no novo tom borgonha. Mas por baixo do verniz há alterações mais interessantes. Um teardown do iFixit mostra que tanto o 18 Pro como o 18 Pro Max trazem baterias fisicamente maiores do que as dos 17 Pro e 17 Pro Max. A isto soma-se o chip A20 Pro, mais eficiente, e o iOS 27, com ajustes discretos para reduzir consumos em tarefas de fundo. Numa altura em que todos os iPhones subiram 100 dólares nos EUA, para $1.199 e $1.299 nos modelos Pro, era o mínimo que se podia exigir: evolução real em vez de mais um ano de marketing.
O laboratório da CNET pôs os novos modelos lado a lado com vários iPhones recentes, incluindo o iPhone 17, o iPhone Air e gerações anteriores. O conjunto de testes incluiu um stress test de bateria, um teste de streaming de vídeo contínuo, medições de carregamento por cabo e carregamento sem fios. A conclusão é clara: o iPhone 18 Pro Max aguenta mais tempo ligado do que qualquer iPhone anterior nestes cenários combinados. Não é só uma hora aqui e ali, é um salto suficiente para justificar o título de novo “tanque” da gama.
O detalhe mais curioso está do lado do 18 Pro. O modelo mais pequeno não é o campeão de autonomia, mas destaca-se noutra métrica: velocidade de carregamento. De acordo com o artigo do CNET, é o iPhone que mais depressa enche a bateria em carregamento com cabo, superando inclusive o 18 Pro Max. Para quem vive sempre com 20% de bateria e um cabo USB-C na mochila, isto interessa mais do que qualquer modo fotográfico “pro”. A Apple continua longe das velocidades agressivas de carregamento rápido que se vêem no Android, mas dentro do seu próprio jardim há finalmente progresso palpável.
Há aqui também um subtexto estratégico. Enquanto o iPhone Duo chama a atenção como dobrável de primeira geração, a linha Pro tenta segurar quem quer um formato clássico, mas exige mais autonomia. Nas contas do dia a dia, ter um telefone que aguenta mais umas horas de ecrã ligado vale mais do que um novo filtro da câmara. E para muita gente, a combinação de bateria maior, chip mais eficiente e iOS mais afinado chega a ser mais relevante do que trocar de formato, como se discutia quando a Apple mostrou o Duo e outros dobráveis começaram a apertar o cerco.
Os testes são da CNET, não são uma medição universal e independente, mas alinham com a tendência dos últimos anos: já não basta pôr um processador mais rápido e uma câmara ligeiramente melhor, a autonomia voltou a ser campo de batalha. Se a Apple teve de subir preços, ao menos desta vez comprou-se alguma coisa de concreto. Agora a pressão passa para o outro lado: quem lança um topo de gama Android em 2027 sem mexer seriamente na bateria arrisca-se a ficar a parecer relíquia de bolso.
Fonte: CNET
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