Estes ajustes no Android dão-te mais horas de bateria por carga
Um punhado de definições bem escolhidas pode valer mais uma noite fora sem procurar tomada. Eis o que mudar já no Android para a bateria aguentar mais tempo.
Um punhado de definições bem escolhidas pode valer mais uma noite fora sem procurar tomada. Eis o que mudar já no Android para a bateria aguentar mais tempo.
A maior parte das pessoas culpa a idade do telemóvel pela bateria fraca, mas muitas vezes o culpado está nas definições. Quem assina o texto no MakeUseOf pegou num Android perfeitamente normal, mexeu em meia dúzia de opções e passou a chegar ao fim do dia com mais carga. Nada de magia, só cortes onde realmente pesa.
O primeiro alvo foi o óbvio: o ecrã. O Always-On Display mantém parte do painel ligada 24 horas por dia para mostrar a hora e notificações. Bonito, mas energeticamente caro. A autora desligou o AOD e passou a acordar o telemóvel só quando precisa. Se dependes mesmo do relógio no ecrã, a decisão é menos trivial, mas convém ter claro o preço em percentagem de bateria.
Seguiu-se o refresh rate e a resolução. Muitos Android topo de gama oferecem taxas mais altas e modos QHD+. Soa a luxo, mas cada fotograma extra custa bateria e processamento. No relato do MakeUseOf, baixar da frequência máxima para um modo intermédio não estragou a navegação diária: navegar na web, email, redes sociais, tudo continuou fluido. Em vez de viver sempre no máximo, faz mais sentido deixar o modo automático ou, se o fabricante não ajudar, escolher uma opção mais baixa e ver se sentes mesmo diferença.
Outro ajuste quase invisível foi o tempo até o ecrã se desligar sozinho. Dois minutos parecem razoáveis, mas na prática significam dezenas de vezes por dia com o ecrã aceso sem ninguém a olhar. Reduzir para 30 segundos cortou esse desperdício, sem obrigar a desbloquear o telemóvel de cinco em cinco segundos. É um daqueles detalhes que não se nota em ergonomia, mas soma no gráfico de consumo.
Depois do ecrã, entram as apps que vivem em segundo plano. O Android já mostra, em Definições, que aplicações estão constantemente a acordar o processador, a usar dados e GPS. O artigo descreve um processo simples: abrir o menu de bateria, ver quais são as campeãs de uso em segundo plano e pô-las na linha com limites mais agressivos ou restringir dados de fundo. Redes sociais, apps de compras ou plataformas de streaming raramente precisam de liberdade total. Já explicámos como atacá-las a fundo na gestão de permissões num guia sobre bateria do Android e permissões, e o raciocínio é o mesmo: menos atividade fantasma, mais autonomia.
Segundo o MakeUseOf, combinar estes ajustes deu-lhe horas extra entre cargas, sem recorrer a modos de poupança extremos que estrangulam notificações e desempenho. Não há milagre nenhum, só recusar o default preguiçoso dos fabricantes, que privilegia brilho, fluidez máxima e notificações infinitas. Para muita gente, meia hora de bateria adicional pesa mais do que um ecrã permanentemente a mostrar a hora ou um scroll marginalmente mais suave. A escolha está nas definições, não na próxima geração de telemóveis.
Fonte: MakeUseOf
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