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Lenovo Yoga 9n estreia RTX Spark num 2‑em‑1 virado para criadores

O primeiro portátil com o novo ARM da Nvidia chega em formato conversível com OLED, caneta e som a sério. Mas deixa mais perguntas sobre desempenho e autonomia do que respostas.

Lenovo Yoga 9n estreia RTX Spark num 2‑em‑1 virado para criadores

A Lenovo vai ser a primeira a pôr o novo RTX Spark da Nvidia num portátil à venda, e escolheu um palco óbvio: a gama Yoga. O Yoga 9n 2‑em‑1 aparece como vitrina da plataforma ARM da Nvidia para Windows 11, com ecrã OLED, caneta e dobradiça a 360 graus para o pacote “criador de conteúdo” que já conheces de outras iterações.

O chip RTX Spark é um SoC ARM baseado em Blackwell, pensado para juntar CPU, GPU e blocos de IA num único pacote. A ideia é simples, mesmo que o marketing complique: oferecer algo na linha do que a Apple fez com os M‑series, mas com foco em gráficos RTX, ray tracing e aceleração de IA local. Para quem vive entre Premiere, Blender e mil separadores de browser, isto soa tentador, sobretudo depois de anos a ver a Nvidia concentrar-se sobretudo nas GPUs de secretária inflacionadas pela febre da IA.

No Yoga 9n 2‑em‑1, o destaque visual é o ecrã PureSight Pro OLED, apontado como 14 polegadas com resolução 2,8K. Borda superior com webcam IR para Windows Hello e obturador físico, aquilo que qualquer portátil de 2026 devia ter por definição. A estrutura continua muito próxima do Yoga 9i Intel: chassi em alumínio, dobradiça‑soundbar rotativa com som virado para ti em modo portátil, tablet, tenda ou suporte. O teclado em tamanho completo inclui Numpad, o que indica um corpo mais largo que o típico 14 polegadas “ultrabook”.

Nas portas, a Lenovo mantém um alinhamento razoável para um conversível fino: do lado esquerdo, HDMI, USB‑A, USB‑C e jack de 3,5 mm; do lado direito, mais um USB‑A, outro USB‑C e botão de energia. Não é uma estação de trabalho cheia de Thunderbolt e Ethernet, mas também não te deixa preso a dongles para tudo. Falta saber se todos os USB‑C suportam vídeo e carregamento, e a que potência, detalhes que a marca ainda não clarificou.

Além do conversível, há um Yoga Pro 9n “tradicional” com o mesmo RTX Spark, ecrã um pouco maior de 15 polegadas e foco ainda mais declarado em criativos. A tampa integra um suporte magnético para a caneta, algo bem mais prático do que as soluções de elástico ou bolsinha. O touchpad háptico é grande e pode servir como superfície de desenho com a stylus, uma resposta directa a quem já se habituou a rabiscar no trackpad em máquinas Apple. O espaço extra no chassis permitiu ainda um conjunto de 6 colunas, com quatro woofers e dois tweeters e suporte Dolby Atmos, que em teoria coloca o som num patamar acima da média dos portáteis Windows.

O que falta em todo este anúncio são os números que interessam: TDP, autonomia real, desempenho face a um portátil com RTX dedicada e, claro, preço. A Nvidia só confirmou que os primeiros produtos RTX Spark chegam “no outono”, sem valores nem datas para a Europa. Sem isso, o Yoga 9n é, por enquanto, mais manifesto tecnológico do que escolha óbvia para quem em Portugal anda à procura do próximo portátil de trabalho. Se a Lenovo acertar na combinação de performance, compatibilidade de software x86 em emulação e bateria, este pode ser o momento em que os portáteis ARM com Windows passam de curiosidade a opção séria. Se não acertar, fica como mais um lembrete de que copiar o modelo integrado da Apple é bem mais difícil do que parece nos slides.

Fonte: wccftech

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