Windows 11 26H2 promete mais velocidade. Quanto se nota mesmo
A Microsoft fala num Windows até 20% mais responsivo. Os testes mostram ganhos reais em CPU e fluidez, mas longe de um milagre para hardware cansado.
A Microsoft fala num Windows até 20% mais responsivo. Os testes mostram ganhos reais em CPU e fluidez, mas longe de um milagre para hardware cansado.
A Microsoft anda a vender o Windows 11 26H2 como “até 20% mais responsivo”. Frase perfeita para keynote, menos perfeita para quem já ouviu promessas parecidas e continuou com o portátil a arrastar-se. Desta vez, porém, há sinais de melhoria medível, mesmo que não transforme máquinas de entrada em foguetes.
No artigo do How-To Geek, o jornalista pegou num portátil ASUS com 16 GB de RAM e comparou o Windows 11 antes e depois de instalar a atualização 26H2. Não foi um benchmark de laboratório, foi um uso real com Task Manager (Gestor de Tarefas) aberto ao lado. Em repouso, o consumo de CPU caiu de cerca de 5% para 1%, mantendo a mesma utilização de memória. Em carga de trabalho, o processador também parecia respirar melhor: menos percentagem ocupada para tarefas semelhantes.
Os gráficos do Gestor de Tarefas mostram ainda outra mudança interessante. O Explorador de Ficheiros, um dos processos que estão sempre ali a ocupar memória, passou de cerca de 131 MB para menos de 100 MB após a atualização. Não é isso que vai salvar um PC sufocado com 4 GB de RAM, mas numa máquina com 8 ou 16 GB todos estes cortes incrementais ajudam a que o sistema se mantenha mais folgado ao fim de algumas horas de uso.
Mais importante do que os números é a sensação ao usar o sistema, que costuma ser onde o marketing se desmonta. Segundo quem testou, a abertura do menu Iniciar, a pesquisa e a navegação entre janelas parecem mais imediatas com o 26H2, sem aqueles pequenos soluços que se vão acumulando até te fazer pensar que o portátil está velho. Não é uma diferença de dia e noite, é mais aquela redução subtil de fricção que só se nota quando se volta atrás.
Convém também pôr o discurso da Microsoft em contexto. Estes ganhos aparecem num cenário relativamente controlado, num portátil decente e com o Windows acabado de atualizar. Em máquinas carregadas de software de arranque automático, antivírus pesados e drivers duvidosos, aqueles 20% de “responsividade” evaporam-se depressa. Boa parte da lentidão percebida continua a ser culpa do que o utilizador (e os fabricantes) atiram para cima do sistema, não só do Windows em si.
Para quem já vive no Windows 11, a mensagem é simples: o 26H2 parece ser uma atualização que afina sem estragar. Menos peso em processos de base, melhor gestão de CPU e uma sensação geral de sistema mais leve. Não substitui um upgrade de RAM nem resolve telemóveis disfarçados de PC com 4 GB, mas pelo menos aponta a Microsoft na direção certa, depois de anos em que cada versão nova parecia só acrescentar camadas de gordura ao sistema.
Fonte: How-To Geek
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