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Vivo X Fold 6 chega ao mundo com formato dobrável à antiga

O novo dobrável da Vivo finalmente sai da China, mas traz um design alto e quase quadrado que já foi ultrapassado por Samsung e Apple. Em troca, aposta tudo na câmara gigante.

Vivo X Fold 6 chega ao mundo com formato dobrável à antiga
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

Três meses chegam para um dobrável passar de atual a retro. O Vivo X Fold 6 foi lançado na China em junho como mais um concorrente no segmento, mas na altura ainda não existiam o Galaxy Z Fold 8 nem o iPhone Duo. Agora que chega ao mercado internacional, a proposta parece ter ficado presa à geração anterior: alto, estreito e a abrir para um ecrã quase quadrado.

De acordo com o The Verge, o X Fold 6 mantém praticamente o mesmo tamanho dos dobráveis anteriores da marca, e em linha com a maioria dos modelos lançados antes da mudança de paradigma para formatos mais baixos e largos. A frente traz um ecrã de 6,51 polegadas num rácio 20:9 típico de smartphone, que se desdobra num painel interno de 8,02 polegadas quase quadrado. O vinco está “um pouco atrás” da concorrência, nas palavras de quem viu o telefone, porque continua visível, e a certificação IP59 protege contra pó e salpicos, mas não entra na liga dos modelos mais robustos.

Onde a Vivo decide competir a sério é na fotografia. O X Fold 6 usa um sensor principal de 200 megapíxeis de tipo 1/1,4 polegadas, um dos maiores alguma vez colocado num dobrável, com o The Verge a notar que só a Huawei arrisca maior. Ao lado, há teleobjetiva e ultrawide, ambas com 50 megapíxeis, que também parecem bem equipadas no papel. Para alimentar tudo isto, a Vivo mete uma bateria de 6.900 mAh, acima da média da categoria, comandada por uma versão “Super Edition” do MediaTek Dimensity 9500, um topo de gama recente do lado Android.

O telemóvel começa agora a ser lançado fora da China, mas a Vivo ainda não revelou preços nem mercados concretos. Na prática, isto significa que não há confirmação se alguma variante europeia virá a existir, muito menos se chegará a Portugal com garantias locais. Sem esses detalhes, é difícil perceber se este é um dobrável que pode incomodar a Samsung e a Apple, ou se ficará confinado a mais um nicho asiático com importações cinzentas e suporte duvidoso.

Há também a questão de contexto. Enquanto marcas como Samsung afinam dobráveis mais baixos e largos e apostam cada vez mais na leveza, espessura e integração com capas que realmente protejam e não só façam volume, como se discutiu no artigo sobre capas para dobráveis, a Vivo insiste num formato que já começou a sair de moda. Em troca, oferece uma câmara que, se corresponder ao que promete no papel, pode facilmente ser a melhor entre dobráveis, e uma bateria generosa que, num corpo tão alto, quase tem obrigação de brilhar.

No fim, o X Fold 6 parece menos uma visão do futuro e mais um cruzamento entre tendências de 2024 com hardware de 2026. Se a Vivo quiser espaço na Europa, vai ter de compensar o “throwback” com preço agressivo e atualizações rápidas, porque um dobrável que chega atrasado no formato não se pode dar ao luxo de chegar caro na etiqueta.

Fonte: The Verge

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