Três definições no Waze que acalmam o Android Auto
O Waze fala demais, distrai e enche o ecrã do carro. Três ajustes nas definições chegam para tornar o Android Auto muito mais suportável nas viagens do dia a dia.
O Waze fala demais, distrai e enche o ecrã do carro. Três ajustes nas definições chegam para tornar o Android Auto muito mais suportável nas viagens do dia a dia.
Usar o Waze no Android Auto tal como vem de origem é meio caminho andado para passar a viagem a revirar os olhos. Alerta atrás de alerta, indicações redundantes, avisos a meio de chamadas. Quem escreveu sobre o tema no Android Police percebeu isso depressa e foi à caça de definições escondidas. A boa notícia: bastaram três para transformar o Waze num copiloto menos chato.
Este guia pega nessas mesmas opções e adapta-as ao que interessa a quem conduz por cá. Não há milagres, o Waze continua a ser verboso por natureza, mas com uns toques certos fica mais calado, menos intrusivo e ainda ajuda a poupar dados e distrações.
O problema clássico: estás a ouvir música ou a falar ao telemóvel com o carro em alta-voz e o Waze entra pelo meio a gritar que há uma saída daqui a 800 metros. De origem, a app tende a abusar das instruções e a falar por cima de tudo.
No Waze no telemóvel, vai a Definições > Voz e som. Aqui vale a pena mexer em três pontos concretos:
Quem testou estas alterações para o Android Police notou que, só aqui, a condução ficou bastante menos cansativa. A leitura é simples: se precisas que o Waze te conduza porta a porta numa zona que não conheces, manténs mais avisos ligados; se andas sempre nos mesmos percursos, podes cortá-los agressivamente.
Outro excesso típico do Waze são os elementos visuais que vão surgindo: avisos de perigo, publicidade, pop-ups de perguntas sobre o trânsito. Num ecrã de telemóvel tolera-se, num painel de Android Auto é só ruído.
Nas Definições entra em algo como Mapas e exibição ou opção equivalente focada na apresentação do mapa. Aqui, convém:
O resultado é um mapa mais limpo no Android Auto. Continuas a ter o essencial, como trânsito, limites de velocidade e radares, mas sem a sensação de estar a olhar para um jogo de telemóvel em vez de uma aplicação de navegação.
O poder do Waze vem da quantidade de informação que consegue juntar sobre o trânsito, obras, acidentes e afins. O problema é que, por defeito, tenta avisar de praticamente tudo, mesmo quando não muda nada na tua decisão enquanto condutor.
De novo em Definições, procura a secção de alertas de condução ou semelhante. A lógica aqui é separar o que é crítico do que é só barulho de fundo:
Quem descreve estas mudanças no Android Police sublinha que, ao fim de alguns dias, o Android Auto deixa de parecer um feed de notificações sonoras e passa a dar só aquilo que interessa mesmo para a segurança ou poupança de tempo. Faz sentido, o objetivo de um sistema de navegação é ajudar a decidir, não comentar aquilo que já é óbvio através do pára-brisas.
Estas três frentes, voz, interface e alertas, não tornam o Waze perfeito, mas aproximam-no daquilo que devia ser: um assistente discreto que só se mete quando tem mesmo algo útil a dizer. E quando se conduz rodeado de ecrãs, menos barulho digital é, muitas vezes, o maior upgrade possível.
Se já andas a domar o Android Auto, vale a pena juntar estes truques aos ajustes para parar a reprodução automática de som sempre que ligas o carro. No fim, não ganhas novos gadgets, ganhas um sistema que se lembra de que o foco principal ainda é a estrada.
Fonte: Android Police
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