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Steam Controller esgota e novas reservas já só apontam para 2027

A Valve subestimou a procura pelo novo comando e está a empurrar estimativas de entrega para o próximo ano… e mesmo para 2027. Comprar agora é entrar para uma fila longa.

Steam Controller esgota e novas reservas já só apontam para 2027

O novo Steam Controller mal chegou e já é praticamente teórico. Lançado a 4 de maio, o comando da Valve desapareceu do mapa fora do mercado de revenda, e a empresa foi obrigada a assumir o óbvio: não consegue produzir ao ritmo a que a internet clica em “reservar”.

Como o comando só se compra na própria Steam, o gargalo é todo da Valve. Três dias depois do lançamento, a empresa montou um sistema de reservas que coloca cada pessoa numa fila virtual que avisa quando há stock. Parecia controlo de danos, mas afinal era pouco. Num novo post no Steam Community, a Valve admite que a procura pelo periférico “excedeu as expectativas” e que não vai conseguir fabricar unidades suficientes até ao fim do ano.

Para tentar gerir expectativas, a página do Steam Controller passou a mostrar janelas de entrega em vez de um vago “em breve”. Quem já reservou vê agora um de três cenários: “Até setembro de 2026”, “Até dezembro de 2026” ou o muito simpático “Em 2027”. Ou seja, mesmo quem foi relativamente rápido no clique pode bem passar um Natal sem o comando que já pagou.

A má notícia para quem chega agora é mais direta: se fizeres a reserva hoje, a Valve assume que ficas logo empurrado para a janela de 2027. As estimativas vão sendo revistas à medida que nos aproximamos de cada período, mas isto é mais remendo de comunicação do que solução logística. A boa vontade de explicar prazos não resolve linhas de produção curtas. Resolve é a irritação de quem descobre, meses depois, que afinal o comando sempre foi uma pré-pré-encomenda.

O preço também ajuda à febre. O Steam Controller custa 85£ ou $99, que em conversão direta andam na casa dos ~100€ para um periférico que emula a sensação de usar uma Steam Deck no PC. Permite transformar qualquer torre em “consola” de sofá e, na prática, trocar o rato por trackpads e botões em muitas tarefas da interface da Steam. Para quem joga no portátil ligado à TV da sala, é uma proposta óbvia. Tanto que a Valve devia ter percebido isso antes de pôr a máquina a meio gás.

Para já não há detalhe sobre prioridades regionais, nem indicação de stocks dedicados à Europa. Quem compra a partir de Portugal entra na mesma fila global e espera como qualquer outro. A empresa garante que “não tem planos para deixar de fazer Steam Controllers”, mas esse compromisso vale pouco para quem está a olhar para uma previsão que diz “2027” num comando de 100€. A Valve sempre gostou de fazer hardware em volumes quase experimentais. O problema é que, desta vez, tratou um produto claramente mass market como se fosse brinquedo de nicho para fãs. E a conta chega em forma de fila.

Fonte: Eurogamer

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