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Retroid Pocket Duo Lite Plus quer ser o meio-termo perfeito

Novo handheld Android de dois ecrãs junta o chip do Pocket Duo ao corpo mais barato do Duo Lite. O preço continua agressivo, mas as concessões também.

Retroid Pocket Duo Lite Plus quer ser o meio-termo perfeito
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

A Retroid não abranda no bombardeamento de consolas retro. Depois do Pocket Duo e do Pocket Duo Lite anunciados na semana passada, há mais um modelo no baralho: o Pocket Duo Lite Plus, uma espécie de meio-termo calculado entre os dois. Segundo o Android Authority, a ideia é simples, pôr o hardware mais capaz do Duo dentro da carcaça mais em conta do Lite e cobrar um extra moderado por isso.

O ponto-chave é mesmo o processador. O Duo Lite usava um QCS6125, equivalente a um velho Snapdragon 665. O Lite Plus passa para o Q‑7790, na prática um Snapdragon 7 Gen 4. Ou seja, um salto de várias gerações que, no papel, abre a porta a emulação mais séria: quem testou para o Android Authority fala em melhor margem para jogos de PC e Nintendo Switch e num empurrão na performance em 3DS. Não transforma milagrosamente um handheld de 200€ numa Steam Deck, mas tira-o claramente da liga dos chips de gama baixa.

A memória também sobe para um patamar que hoje devia ser o mínimo em qualquer máquina deste género, 8GB de RAM e 128GB de armazenamento interno, sem opção mais barata. Face ao Duo Lite base de 4GB/64GB, isto evita logo o clássico engarrafamento em Android e dá mais espaço local antes de depender de cartões microSD. Continua a ser uma consola Android, com tudo o que isso traz de flexibilidade e de trabalho de afinação para quem quer ter bibliotecas de emulação arrumadas.

Onde o Lite Plus não mexe é no que o distingue do Pocket Duo mais caro. Mantém os mesmos ecrãs LCD de 60Hz do Duo Lite e os gatilhos digitais. O Duo normal oferece dois OLED de 120Hz e gatilhos analógicos, muito mais interessantes para quem quer também jogar títulos nativos de Android ou streaming de PC com maior fluidez. A bateria de 6.000mAh, o Bluetooth 5.4, o Wi‑Fi 6E e o Android 16 alinham o Lite Plus com o resto da gama, mas lembram que, por este preço, ainda há limites.

Falando em preço, a Retroid aponta um PVP de 219$, cerca de ~200€, com um código de lançamento a baixar temporariamente o valor para $199 (~180€). O Duo Lite fica nos $149 (~135€) e o Pocket Duo sobe para $269 (~250€), ambos também com promoções próprias que os trazem um pouco abaixo. A estrutura de preços é clara, quem quer o máximo possível de hardware paga bem mais, quem quer só o básico poupa, e o Lite Plus tenta ser o “nem muito quente, nem muito frio” da história.

O problema é que o mercado de consolas portáteis já está cheio de meio-termos que acabam esquecidos, sobretudo quando a concorrência vai das experiências Linux dedicadas como o SteamOS até modelos Android com melhor ergonomia para jogos nativos. Para quem vive na emulação e quer dois ecrãs num formato compacto, o Pocket Duo Lite Plus parece equilibrado. Para o resto, é mais uma variante numa linha que começa a ficar tão fragmentada que o maior desafio já nem é escolher o emulador, é escolher o próprio hardware.

Fonte: Android Authority

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