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Sennheiser Momentum 5 apostam tudo na bateria e no som equilibrado

Os novos auscultadores topo de gama da Sennheiser chegam com autonomia quase absurda, ANC mais competente e bateria substituível. Faltam-lhes só alguns toques de conforto para destronar Sony e Apple.

Sennheiser Momentum 5 apostam tudo na bateria e no som equilibrado
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

No segmento dos auscultadores de 300 a 400 dólares, quase todos prometem o mesmo e soam a déjà-vu. Os Sennheiser Momentum 5, apresentados recentemente, tentam fugir ao ruído com uma combinação pouco habitual: som equilibrado, autonomia gigante e uma bateria que o próprio utilizador pode trocar.

De acordo com o TechCrunch, o modelo foi testado durante várias semanas, com foco em qualidade de som, cancelamento ativo de ruído, conforto e bateria. A Sennheiser posiciona estes auscultadores nos $399,99, cerca de ~370€, a meio do segmento premium, em confronto direto com os Sony WH-1000XM6 e os AirPods Max 2. Ficam abaixo deles no preço, mas a ambição é claramente jogar na mesma liga.

No som, quem ouviu para o TechCrunch fala em voz natural e graves presentes sem dominarem tudo. O termo que fica é equilíbrio. Não é aquele perfil em V exagerado de muitos modelos “lifestyle”. Há detalhe suficiente para apanhar harmonias de fundo ou pequenas nuances de instrumentos que auscultadores mais baratos tendem a engolir. Há ainda suporte para Dolby Atmos, o que na prática significa uma sensação mais envolvente em música e filmes, com som a surgir da tal esfera em vez de apenas da esquerda e direita.

Na parte do cancelamento ativo de ruído, a Sennheiser duplicou o número de microfones para oito e promete ser até três vezes mais eficaz do que a geração anterior a lidar com vozes e conversas próximas. Segundo o TechCrunch, essas frequências realmente ficam bem mais abafadas, embora o Momentum 5 não chegue ao nível de “buraco negro” de ruído que alguns modelos conseguem em motores de avião. A vantagem é que o faz sem aquela sensação de pressão artificial nos ouvidos que ainda afeta alguns rivais.

O conforto é onde se nota mais a poupança face a Sony e Apple. Os materiais e a sensação na cabeça não têm o mesmo ar de luxo, e o conjunto é mais pesado do que o Sony WH-1000XM6. Para quem passa horas com auscultadores na cabeça, isto pode pesar tanto como a ficha técnica. A contrapartida é uma autonomia que, aí sim, deixa a concorrência embaraçada: até 57 horas por carga, um número que, nas medições descritas pelo TechCrunch, bate certo. É praticamente o dobro do Sony e quase o triplo dos AirPods Max 2. Um carregamento rápido de 10 minutos rende cerca de sete horas de uso, e uma carga completa demora à volta de duas horas.

Mais interessante ainda em 2026 é a opção de uma célula substituível pelo utilizador. Em vez de transformar os auscultadores em lixo eletrónico quando a bateria começar a ceder, a Sennheiser permite trocar só o componente que envelhece mais depressa. Numa altura em que se fala tanto de direito à reparação, é curioso serem os auscultadores, e não os telemóveis de topo, a puxar por esta solução.

Há também atenção à vida real fora da folha de especificações. A caixa de transporte é descrita como inesperadamente fina, o suficiente para caber numa mala média sem ocupar meio volume. E a app de apoio, Smart Control Plus, vai além do básico: inclui equalizador de oito bandas com presets, ajuste fino do nível de ANC, modo anti-vento e um sistema de “Sound Personalization” que faz um teste auditivo rápido e cria um perfil à medida. Quem analisou para o TechCrunch sublinha que a aplicação é simples de navegar, sem aquela sensação de painel de cockpit que algumas marcas insistem em criar.

No conjunto, o Sennheiser Momentum 5 parece entrar num espaço parecido ao de outros modelos recentes com selo de áudio sério, como os Beats 360 da Apple ou smartphones que apostam em parcerias com marcas hi-fi. Não é o par mais confortável da prateleira premium, nem o que tem o ANC mais agressivo, mas a combinação de som equilibrado, bateria quase absurda e bateria substituível chega para o destacar num mercado em que a maioria se limita a repetir a mesma fórmula.

Fonte: TechCrunch

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