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Queres o Windows 11 mais rápido? Há um truque escondido na CPU

A Microsoft já tem um modo de arranque rápido de apps no Windows 11, mas vem desligado por defeito. E para o ativar ainda tens de recorrer a uma ferramenta externa.

Queres o Windows 11 mais rápido? Há um truque escondido na CPU
Ilustração digital | Pixel Magazine

O Windows 11 já sabe arrancar apps mais depressa, só que a Microsoft decidiu esconder o botão. A função chama-se Low Latency Profile e está incluída na atualização KB5121003, que começou a chegar às máquinas há poucos dias. Em vez de esperar que o processador acorde devagarinho, o sistema força um pico de desempenho exatamente no momento em que clicas no ícone de uma app.

O problema: mesmo que tenhas a atualização instalada, o Low Latency Profile vem desligado. Oficialmente nem existe. A única forma de o ativar hoje passa por recorrer ao ViveTool, um utilitário open source que desbloqueia funcionalidades escondidas do Windows 11 através dos chamados Feature Flags, a tal mecânica interna que a Microsoft usa para testar novidades em silêncio. Não é bruxaria, mas também não é algo que eu recomendasse a alguém que tem medo do PowerShell.

Antes de te atirares ao tweak, convém perceber o que ele faz. Em portáteis modernos, o CPU passa a vida em idle a frequências baixas para poupar bateria e aquecer menos. Quando abres uma app, tens um pico curtíssimo de trabalho pesado, que muitas vezes termina antes de o processador decidir acelerar. Resultado: aquela micro-pausa irritante a abrir as Definições, o Explorador de Ficheiros ou o Spotify acontece com o CPU literalmente a meio-gás.

O Low Latency Profile inverte o jogo: usa o clique como gatilho e manda logo o processador subir perto do máximo durante um a três segundos. Depois desce outra vez. É a estratégia clássica de “race to sleep”: corre mais depressa durante menos tempo, acaba o trabalho, volta ao modo sesta profunda. Em teoria até pode ser mais eficiente em energia do que arrastar o arranque a uma frequência mais baixa. Na prática, quem já testou esta aceleração oculta reporta que “toda a gente nota” que as apps abrem mais depressa, sobretudo em máquinas não topo de gama.

Para ativar isto hoje, o percurso é tudo menos amigável. Primeiro, garantes que tens a KB5121003 instalada em Windows Update. Depois, descarregas o ViveTool, extrais a pasta num local simples, abres um terminal com privilégios de administrador, navegas até à pasta e corres os comandos que ligam o identificador interno do Low Latency Profile. Há guias detalhados como o tutorial do ViveTool no MakeUseOf, mas o ponto essencial é este: estás a mexer em funcionalidades que a Microsoft ainda não considera prontas para todos.

É aqui que entra o lado menos glamoroso da coisa. Ao brincar com Feature Flags arriscas-te a apanhar bugs estranhos, sobretudo em builds que a própria Microsoft mantém meio escondidas. A empresa já mostrou o que acontece quando empurra novidades agressivas de mais, como na recente avalanche de problemas que levou a um patch de emergência para desfazer o seu próprio recorde. Não espanta que agora ande a testar um modo de arranque mais rápido com o travão de mão puxado, mesmo que isso signifique deixar utilizadores atentos a fazer o trabalho por ela.

Se usas o Windows 11 num portátil com CPU recente, tens algum conforto em linha de comando e achas que cada fração de segundo conta, o Low Latency Profile vale a curiosidade. Mas o detalhe decisivo desta história é outro: a Microsoft tem uma melhoria de desempenho real pronta a usar e prefere escondê-la atrás de um hack de developer. O sistema operativo não fica lento por falta de soluções, fica lento por decisão de produto.

Fonte: MakeUseOf

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