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Quanto tempo é que a tua PlayStation 5 ainda vai aguentar?

A PS6 aproxima-se, os rumores de fim dos discos crescem, mas a PS5 ainda tem muita vida. Entre suporte da Sony e saúde do hardware, há menos drama do que parece.

Quanto tempo é que a tua PlayStation 5 ainda vai aguentar?

A conversa sobre a PS6 já começou, mas o preço do hardware não anda exatamente meigo. A Sony já aumentou o preço da PS5 uma vez e nada garante que a próxima geração não venha com valor proibitivo. Juntando a isto a transição para um futuro sem discos físicos, que já explicámos quando a Sony insistiu no fim dos discos PlayStation, é natural que muita gente esteja a perguntar: vale a pena cuidar da PS5 como se fosse a última consola por muitos anos?

O melhor indicador é o histórico da própria Sony. A PS4 saiu em 2013 e em 2026 ainda recebe atualizações de firmware, mesmo que sejam só correções de segurança e pequenos ajustes. São 13 anos de suporte básico. A consola continua funcional, a loja está de pé e jogos como Fortnite ou Roblox ainda vivem bem na máquina antiga. O AAA já migrou quase todo para PS5, mas o hardware não foi atirado ao lixo, o que diz muito sobre a longevidade esperada para a PS5.

Em termos de jogos, a transição de gerações na PlayStation nunca foi um corte à faca. A PS2 ainda recebeu títulos PS1, a PS3 conviveu bastante tempo com a PS2, e a história repetiu-se com PS4 e PS5. Mesmo que a PS6 chegue por volta de 2028, é razoável esperar vários anos de lançamentos cross-gen, pelo menos em serviços e jogos multijogador. O mais provável é o cenário de sempre: os grandes exclusivos de estúdio interno mudam primeiro, os free-to-play e indies continuam a alimentar a base instalada durante muito mais tempo.

Há um detalhe que muda o jogo: o fim gradual dos discos físicos. A própria Sony já sinalizou o desaparecimento de suportes físicos a partir de 2027, o que significa que, quando a PS6 chegar, a PS5 continuará a ter catálogo digital ativo, mas o ritual de comprar caixas em plástico vai minguar. Para quem se agarra aos discos como forma de preservar jogos, isto encurta a sensação de “vida útil” da consola. Curiosamente, ao mesmo tempo, a marca garante produção de memória para a PS5 até 2027, como noticiámos quando a Sony assegurou RAM para todas as PS5 planeadas. Ou seja, a Sony não trata a PS5 como hardware descartável a curto prazo.

Depois há a parte física: a consola em si. Se ainda há PlayStations originais a funcionar ligadas a CRTs de 30 anos, não há razão técnica para a PS5 não sobreviver bem para lá da PS6. O truque é o de sempre, e não tem glamour: controlar poeira, limpar entradas de ar e manter espaço à volta da consola para o ar circular. Calor é o inimigo, sobretudo acumulado durante anos. Quanto mais vezes deixares a consola a cozinhar num móvel fechado, mais encurtas o seu futuro sem perceber.

No fundo, quem está hoje com uma PS5 saudável e conexão decente não precisa de entrar em pânico com a PS6 à vista. O risco real não é a consola ficar inútil de um dia para o outro, é a indústria empurrar-te devagarinho para serviços, subscrições e digital puro. O ferro branco no móvel vai durar, a questão é durante quantos anos é que ainda te vai deixar jogar o que queres, da forma que preferes.

Fonte: Engadget

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