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Pixel: até quando é que o teu modelo ainda recebe atualizações

O calendário de suporte da Google é generoso nos modelos recentes, mas é fácil ser apanhado de surpresa. Vale a pena olhar para as datas antes de trocar de telemóvel ou arriscar ficar sem patches de segurança.

Pixel: até quando é que o teu modelo ainda recebe atualizações
Ilustração digital | Pixel Magazine

A promessa de sete anos de atualizações para os Pixel 8 em diante foi um choque saudável no mundo Android. De repente, a Google passou de mau exemplo de obsolescência rápida para a fasquia que até a Samsung anda a tentar alcançar. Mas, como lembra o Engadget, essa generosidade não se aplica de forma retroativa a toda a família Pixel. E é aí que muitos utilizadores vão ter uma surpresa pouco agradável.

Comecemos pelo corte claro: todos os modelos até ao Pixel 5a deixaram oficialmente de receber atualizações. Nem grandes versões de Android, nem patches de segurança. A partir daí, entra-se no limbo do “usa por tua conta e risco”. Nos Pixel 6, 6 Pro, 6a e na família 7, incluindo 7a, a regra são cinco anos de suporte contados desde o mês em que o telemóvel ficou à venda na Google Store dos EUA. Traduzido para datas: os Pixel 6 e 6 Pro chegam agora ao fim da linha em outubro de 2026, os 7 e 7 Pro aguentam até outubro de 2027. Nos intermediários, o Pixel 6a perde suporte em julho de 2027 e o 7a em maio de 2028.

O salto verdadeiro começa nos 8. Pixel 8, 8 Pro e 8a entram já na geração dos sete anos de atualizações, o que empurra o fim de vida de software para 2030-2031. O mesmo se aplica aos Pixel 9, 9 Pro e 9a e aos 10, 10 Pro e 10a, todos com datas a escalar até 2033. Os recém-lançados Pixel 11 e 11 Pro, que já analisámos na Pixel como o novo Android de referência, ficam também cobertos até agosto de 2033, um horizonte que torna estes modelos muito mais defensáveis como compra de longo prazo do que praticamente qualquer Android fora do universo Google.

Para quem está a decidir se vale a pena um Pixel mais antigo em promoção, este calendário devia pesar tanto como a ficha técnica. Um Pixel 7 barato em 2026 vem com menos de um ano de patches pela frente. Um 8 descontado, pelo contrário, tem vida até 2030. Se quiseres confirmar o teu caso específico, a própria Google mantém uma página de datas de lançamento dos Pixel onde se percebe quando começa a contar o relógio de suporte. A conta não é complicada, mas a forma como a Google comunica isto continua a ser demasiado escondida para algo tão crítico como segurança.

E o que acontece quando as atualizações acabam? Tecnicamente podes continuar a usar o telemóvel, mas vais acumular vulnerabilidades sem correção. Os patches mensais de segurança não são cosmética, são o que impede que falhas descobertas hoje sejam exploradas amanhã. Segundo o Engadget, há quem tente contornar o problema com ROMs alternativas como GrapheneOS ou LineageOS. Mesmo assim, sem firmware e código de base atualizado pelo fabricante, nunca tens a mesma superfície de ataque tapada, e no caso de bootloaders desbloqueados também perdes o funcionamento de apps bancárias, carteiras digitais e jogos com anti-cheat.

Isto deixa os utilizadores num beco previsível: ou trocam de telemóvel a cada fim de suporte, ou aceitam riscos, ou mergulham no mundo dos ROMs com as limitações que isso traz. A jogada de sete anos da Google nos Pixel 8+ é um passo na direção certa, sobretudo numa altura em que a empresa anda a puxar ainda mais pelos seus modelos com truques de IA como o Pixel Search a chegar a gerações anteriores. Mas enquanto não houver obrigação regulatória clara sobre atualizações mínimas, o prazo de validade do teu Pixel continua a ser menos sobre o hardware e mais sobre quando a Google decide fechar a porta.

Fonte: Engadget

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