Nova antena Starlink V5 encolhe no tamanho e na conta da luz
A SpaceX lançou discretamente a antena residencial V5. É mais pequena e gasta menos energia, mas não traz mais velocidade e está limitada ao tarifário mais barato.
A SpaceX lançou discretamente a antena residencial V5. É mais pequena e gasta menos energia, mas não traz mais velocidade e está limitada ao tarifário mais barato.
A nova antena residencial Starlink V5 já é oficial e a SpaceX nem se deu ao trabalho de fazer grande barulho. Talvez porque, na prática, não é um salto em velocidade, é uma dieta em tamanho e consumo. A V5 é mais pequena, bem mais leve e consome menos energia do que a V4, mas aceita um débito máximo ligeiramente inferior.
Nos EUA, a V5 começa a ser enviada hoje para algumas zonas específicas, segundo a própria empresa em publicação na X. Continua enquadrada no plano Starlink Residential, tal como a V4 que chegou em 2023, mas com uma diferença relevante: por agora, a V5 só aparece associada ao plano residencial mais barato de 100 Mbps, a 55$ por mês, enquanto os planos Residential e Residential Max mais caros continuam presos à V4 e ao router superior Router 3.
Em termos técnicos, a V5 está limitada a mais de 375 Mbps, abaixo dos mais de 400 Mbps anunciados para a V4. Em troca, o hardware emagreceu a sério. Passa de cerca de 2,95 kg para apenas 1,1 kg e as dimensões encolhem de 23,4 x 15,1 x 1,5 polegadas para 5,12 x 12,05 x 1,34 polegadas. O impacto maior, para quem paga eletricidade em euros, está no consumo: a nova antena fica nos 35 a 50 W, contra 75 a 100 W da geração anterior. Numa instalação que está ligada 24 horas por dia, este corte não é detalhe, é fatura ao fim do ano.
O peso aproxima-se do Starlink Mini portátil, mas a própria empresa sublinha que a V5 não foi pensada para uso em movimento. Vem emparelhada com o Router Mini e inclui um adaptador de tubo para montagem em telhado, ou seja, continua focada no típico cenário de casa afastada com linha de vista para o céu. Do ponto de vista da engenharia, a SpaceX está claramente a optimizar a produção em volume, o que alinha com o que Elon Musk já tinha mostrado num vídeo, onde prometia fabricar este modelo em quantidades muito superiores aos terminais atuais.
Para quem olha disto a partir de Portugal, há dois filtros óbvios. Primeiro, a disponibilidade: a V5 começou em zonas rurais dos EUA, como Drummond, no estado de Montana, e não há qualquer data ou preço europeu anunciados. Segundo, o contexto regulatório e de mercado: por cá, Starlink tem sido sobretudo resposta para zonas onde a fibra não chega, não concorrência direta aos pacotes NOS, MEO ou Vodafone. A prioridade da empresa continua a ser escalar a infraestrutura e os terminais, como já se tinha visto nos testes em órbita da geração Starlink V3 a bordo da Starship, descritos no nosso artigo sobre o lançamento dos satélites V3 em voos de teste.
Ao mesmo tempo que encolhe a antena doméstica, a SpaceX prepara o próximo passo com a rede Starlink Mobile, prometida para meados de 2027, que deverá oferecer até 150 Mbps e um comportamento semelhante a uma rede 5G competente, e já mostrou uma antena Performance de 2.000$ para gigabit. A V5 cabe neste quadro como peça de volume: menos metal, menos watts, mais terminais. Quem esperava um salto em velocidade vai ter de apontar mais para o céu, não para o prato ao lado da chaminé.
Fonte: Engadget
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