Microsoft admite que Windows 11 com 8 GB tem de correr melhor
A própria Microsoft reconhece que 8 GB de RAM é o novo mínimo realista para Windows 11 e promete optimizações na versão 2026. Tarde, mas finalmente assumido.
A própria Microsoft reconhece que 8 GB de RAM é o novo mínimo realista para Windows 11 e promete optimizações na versão 2026. Tarde, mas finalmente assumido.
A Microsoft admitiu publicamente aquilo que qualquer portátil de supermercado em 2024 já gritava em silêncio: 8 GB de RAM é hoje o mínimo aceitável para correr Windows 11 sem sofrimento diário. A empresa prometeu optimizações específicas para máquinas com 8 GB já na grande actualização de 2026, conhecida internamente como 26H2, focada em arrancar e reagir melhor em hardware modesto.
Isto é menos um anúncio épico e mais um ajuste à realidade. Windows 11 foi lançado com requisitos oficiais de 4 GB de RAM, mas basta abrir o Edge com meia dúzia de separadores, Teams, Spotify e o antivírus para perceber que esses 4 GB existem só na ficha técnica. A própria Microsoft, segundo a cobertura do Windows Central, reconhece que o alvo prático passou a ser 8 GB, e que o sistema vai ser afinado com esse patamar em mente.
Na prática, o que é que se espera do tal foco em 8 GB? Menos processos a arrancar de forma invisível, uma gestão de memória mais agressiva para serviços em segundo plano e alguma contenção no apetite da IA embutida. Com o Windows a empurrar cada vez mais funcionalidades “inteligentes”, de pesquisa a assistentes contextuais, um portátil com 8 GB comprado na Worten ou na FNAC fica rapidamente a arfar. Se a Microsoft quer vender a narrativa de IA em todo o lado, tem de garantir que essa camada não devora o pouco hardware que a maioria tem.
As melhorias prometidas para 26H2 não se limitam à RAM. A actualização de 2026 traz também ajustes ao menu Iniciar, barra de tarefas e pesquisa, áreas onde o Windows 11 continua a ser uma mistura de boas ideias com decisões estranhas. Menos cliques para chegar às apps, resultados de pesquisa mais rápidos e menos confusão visual podem ter mais impacto no dia-a-dia do que qualquer widget de IA com nome novo. A empresa diz que o foco vai estar em “resolver os maiores problemas do Windows”, o que é uma forma diplomática de admitir que os conhece há anos.
Para quem está em Portugal com um portátil de 8 GB comprado nos últimos três ou quatro anos, isto significa sobretudo duas coisas. Primeiro, não és obrigado a correr para os 16 GB só porque o Windows 11 existe. Segundo, vais depender do quão sério for este compromisso da Microsoft com optimização, em vez de continuar a empilhar funcionalidades. Se a empresa cumprir a palavra, um PC de gama média deixará de parecer obsoleto ao fim de dois anos. Se não cumprir, o “requisito recomendado” de 8 GB passa a ser 16 na prática, outra vez sem ninguém o escrever na caixa.
O Windows sempre viveu deste equilíbrio frágil entre compatibilidade com máquinas antigas e fome por novidades. A diferença é que agora a concorrência já não é apenas o Linux para entusiastas, são também os Chromebooks nas escolas e os Mac com chips ARM que fazem mais com menos RAM. A Microsoft não tem margem para continuar a tratar 8 GB como luxo de catálogo. Em 2026, ou o Windows 11 aprende a viver bem com isso, ou o mercado aprende a viver melhor sem tanto Windows.
Fonte: Windows Central
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