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Como manter o router ligado no blackout com baterias de ferramentas

Os routers gastam pouco, mas morrem ao mesmo tempo que as luzes. Com um pequeno inversor e baterias de ferramentas, podes ter internet durante horas num corte de energia.

Como manter o router ligado no blackout com baterias de ferramentas
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

Quando falha a luz, o router vai abaixo em segundos. Mas muitas vezes a fibra ou o cabo continuam a funcionar, só falta mesmo eletricidade em casa. E para isso não é preciso um gerador no quintal, basta um inversor portátil e as baterias de 18 V que já tens no armário das ferramentas.

O MakeUseOf pegou num inversor portátil Ryobi de 150 W ligado a baterias ONE+ de 18 V e mostrou que é suficiente para manter um router e um modem a trabalhar durante um apagão. A lógica é simples: a maioria das redes domésticas consome muito pouco, por isso qualquer bateria decente aguenta várias horas, desde que não ligues mais nada ao inversor.

Antes de montar o esquema, o passo óbvio é saber quanto consomem o router e o modem. Podes ver a potência na etiqueta da fonte de alimentação, procurar o modelo no site da marca ou usar um medidor de tomada se tiveres um por casa. Muitos routers de gama doméstica ficam entre os 6 e os 15 W, alguns modelos mais potentes, como routers Wi‑Fi 7 cheios de antenas, podem aproximar‑se ou passar os 20 W, sobretudo se também alimentarem discos USB ou equipamentos PoE.

Do lado das baterias, interessa a capacidade em Wh (watt-hora). Uma bateria de 18 V com 4 Ah tem cerca de 72 Wh teóricos. Se o teu conjunto modem+router consumir 12 W constantes, na teoria isso dava 6 horas de autonomia. Na prática perdes alguma energia no inversor, por isso contas mais realistas andam nas 4 a 5 horas por bateria. Se tiveres duas ou três baterias carregadas, consegues atravessar um corte de energia prolongado sem ficar sem rede.

O inversor Ryobi de 150 W que o artigo do MakeUseOf usa tem tomadas AC e portas USB e aceita todas as baterias ONE+ de 18 V. Mas a ideia aplica‑se a outras marcas de ferramentas, desde que o inversor tenha potência suficiente para o teu equipamento de rede. Um router e um modem de operador raramente passam juntos dos 30 W, por isso um inversor de baixa potência chega perfeitamente. O erro é cair na tentação de pendurar ali mais metade da casa, da televisão ao portátil, e matar a bateria em menos de nada.

Há dois detalhes que convém preparar com calma antes de o apagão acontecer. Primeiro, fazer as contas à potência e à autonomia para saberes quantas baterias vale a pena manter carregadas. Segundo, decidir o que fica ligado e o que é dispensável. Se queres que o router aguente, não faz sentido deixar extensões inteiras cheias de carregadores e traquitanas na mesma linha. Mesmo em casas com redes mais elaboradas, com vários pontos de acesso ou funcionalidades avançadas como MLO em routers Wi‑Fi 7, compensa desligar tudo o que não seja essencial e reduzir o consumo ao mínimo.

Claro que isto não resolve cortes em que a própria infraestrutura do operador fica em baixo. Aí não há bateria que te valha. Mas para muitas falhas locais, em que a rua continua com fibra viva e só tu é que ficas às escuras, um inversor pequeno ligado às baterias de ferramentas é basicamente um UPS improvisado para o router. Menos glamour que uma wallbox com bateria doméstica, mais barato e provavelmente o suficiente para continuares a trabalhar, jogar ou manter a casa inteligente online mesmo com metade do bairro às escuras.

Fonte: MakeUseOf

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