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Instax Mini Evo 2 aproxima-se ainda mais de uma câmara digital

A nova híbrida instantânea da Fujifilm ganha ecrã tátil gigante, sensor maior e gravação de vídeo curta antes de cada foto. Continua a imprimir em Instax Mini, mas pensa-se cada vez menos como brinquedo retro.

Instax Mini Evo 2 aproxima-se ainda mais de uma câmara digital
Imagem ilustrativa | Pixel Magazine

A Fujifilm continua a puxar as câmaras instantâneas para longe do estatuto de brinquedo de festa. A nova Instax Mini Evo 2 é a híbrida mais ambiciosa da marca, com um ecrã tátil que ocupa praticamente toda a traseira, sensor maior e até vídeo curto antes de cada disparo. Na prática, está cada vez mais perto de ser uma câmara digital que imprime em Instax, e não o contrário.

Segundo o The Verge, a Mini Evo 2 troca o sensor de 1/5 de polegada do primeiro modelo por um de 1/2,77 polegadas, o que deve ajudar em detalhe e ruído, sobretudo em interiores, onde estas câmaras costumam sofrer. O ecrã traseiro passa a 4,5 polegadas, agora com controlos táteis, e ocupa toda a parte de trás. É a primeira Instax com LCD tátil, o que permitiu à Fujifilm eliminar os botões traseiros tradicionais.

A grande curiosidade é a gravação de vídeo. A Instax Mini Evo 2 guarda em MP4 apenas os segundos anteriores a cada foto, como uma espécie de pré-roll, em vez de se assumir como câmara de vídeo normal. Há várias limitações: de acordo com a ficha divulgada e com as medições citadas pelo DPReview, a resolução fica-se pelos 560 × 992 píxeis, os clips estão limitados a 24 fotogramas por segundo, não há gravação de áudio e o vídeo só pode ser guardado em cartão microSD, embora as fotos fiquem também em memória interna.

Apesar do salto no ecrã e no sensor, a Fujifilm manteve parte do charme físico. A câmara continua com duas rodas de controlo e uma alavanca lateral inspirada nas alavancas de avanço de filme das analógicas, que aqui serve para acionar a impressão. É um compromisso curioso: por trás, um bloco de LCD que parece compacto digital de meados dos anos 2000, por frente, a estética retro que alimenta o regresso das chamadas digicams ao bolso da geração que nunca usou filme.

Nos efeitos, a Instax Mini Evo 2 preserva a lógica das combinações entre “lentes” e “filmes” digitais: há 10 efeitos de filme e 10 de lente, acessíveis tanto pelos dials como pelo ecrã tátil. O conjunto não é exatamente igual ao da primeira Mini Evo, já que a Fujifilm mexeu ligeiramente na seleção. A câmara acrescenta ainda um modo Expanded View que, segundo a marca, dá ao utilizador um campo de visão mais amplo do que a área efetiva de captura. Nas definições, é possível ajustar exposição, balanço de brancos e o comportamento do flash, algo essencial numa máquina pensada para convívios e interiores.

Como seria de esperar num produto de 2026, a porta de carregamento é USB-C, e a impressão continua a usar o formato Instax Mini, com fotos de 2 por 3 polegadas. A Fujifilm aponta esta Mini Evo 2 claramente ao público jovem que está a redescobrir o apelo das compactas digitais antigas, mas sem abdicar da gratificação imediata da impressão instantânea. A diferença é que aqui a brincadeira já custa substancialmente mais do que algumas dessas digicams usadas.

A Instax Mini Evo 2 chega ao mercado no final de novembro por 290$, algo como ~265€ ao câmbio atual, sem preço europeu confirmado. Vai ser vendida apenas em preto, mas mantém o look retro que tem sustentado a linha. Numa altura em que praticamente qualquer telemóvel imprime para uma Instax via Bluetooth, esta câmara é o argumento da Fujifilm para quem ainda quer um corpo dedicado, com controlos físicos e um ecrã a sério, mesmo que o vídeo seja pouco mais do que um extra curioso.

Fonte: The Verge

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