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Huawei Mate XT 2 copia truque de privacidade da Samsung no ecrã

O novo trifold chinês troca o design em acordeão por dobras internas à Samsung e estreia um modo de privacidade OLED pago à parte. Europa fica de fora, por agora.

Huawei Mate XT 2 copia truque de privacidade da Samsung no ecrã

A Huawei lançou na China o Mate XT 2, o seu terceiro trifold, e a inspiração na Samsung já nem tenta ser subtil. O novo modelo abandona o design em acordeão dos primeiros Mate XT e passa a dobrar para dentro, muito próximo do formato do Galaxy Z TriFold da Samsung. E repete o truque mais mediático do lado sul-coreano este ano: um ecrã OLED com modo de privacidade.

Nos dois primeiros Mate XT, a Huawei apostou num ecrã único que ficava sempre parcialmente exposto. Evitava-se o típico ecrã de cobertura dos dobráveis, mas em troca andavas com parte do painel flexível sempre ao ar, pronto para arranhões. No Mate XT 2, os dois lados do painel de 10,2 polegadas dobram-se para dentro, o que protege melhor o ecrã, mas aproxima o telefone de um formato já familiar a quem segue os dobráveis da Samsung. Originalidade nunca foi prioridade da Huawei, mas aqui a cópia é assumida na forma e na função.

O destaque técnico mais curioso é o tal privacy OLED. Tal como no Galaxy S26 Ultra, quando o modo é ativado o telemóvel passa a emitir luz em ângulos mais estreitos. De frente vês o conteúdo normalmente, mas bastam uns graus de lado para o ecrã parecer quase preto. Bom para quem passa metade do dia em transportes públicos e não quer partilhar emails com o passageiro ao lado, menos interessante para quem prefere cores e brilho máximos a toda a hora. Importante: este modo não é standard no XT 2, é um extra pago.

Para teres o ecrã de privacidade, tens de escolher a configuração com 16GB de RAM e 1TB de armazenamento e ainda pagar mais 1.000 ienes chineses, cerca de 150$, o que dá aproximadamente ~140€. Ou seja, a Huawei transforma a privacidade física num add-on premium, em vez de o tratar como parte da segurança básica do aparelho. Em teoria faz sentido segmentar hardware mais caro, na prática fica a sensação de venda cruzada em cima de uma preocupação legítima com privacidade.

O resto do pacote segue a linha topo de gama da marca: novo chipset Kirin 9050 Pro, certificação IP59 para melhor resistência à água e uma câmara traseira tripla, sem grandes detalhes ainda sobre sensores ou zoom. O Mate XT 2 arranca nos 19.999 ienes chineses, cerca de 3.000$ ou ~2.750€, claramente acima do que um dobrável tipo livro custa hoje em Portugal. E isto é o preço de entrada, antes de começar a somar a opção de privacidade ou configurações de topo.

Há um detalhe que, para um leitor na Europa, pesa mais do que qualquer especificação: não há planos internacionais anunciados, muito menos para a União Europeia. Entre sanções, ausência de serviços Google e incerteza na distribuição, os dobráveis da Huawei continuam a ser mais curiosidade de feira tecnológica do que proposta real de compra por cá. O Mate XT 2 prova que a marca continua a conseguir acompanhar, e copiar, o que a Samsung faz nos dobráveis. Falta mostrar que consegue voltar a jogar no mesmo mercado.

Fonte: The Verge

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