Google Health 5.02 traz de volta sestas e actividade por hora
A app de saúde da Google continua a recuperar funções básicas que tinha perdido na fusão com o Fitbit. A versão 5.02 foca-se em sono, nutrição e gestão de dados entre plataformas.
A app de saúde da Google continua a recuperar funções básicas que tinha perdido na fusão com o Fitbit. A versão 5.02 foca-se em sono, nutrição e gestão de dados entre plataformas.
A Google continua a remendar o que estragou quando decidiu redesenhar a app de saúde e juntar tudo sob a marca Google Health. A versão 5.02, já disponível no iOS e em rollout no Android, é mais um pacote de correcções e pequenos ajustes que, somados, começam a pôr a casa em ordem.
O separador Today ganha finalmente um painel mais denso: é possível activar uma “Expanded view” para ver mais métricas sem andar a fazer swipe entre cartões. A reorganização também fica menos irritante, tanto aqui como no separador Health, onde no Android já se pode arrastar e largar gráficos à vontade. No iOS essa opção fica prometida só para a próxima versão, 5.03, o que mostra bem a prioridade Android-first da Google, mesmo em apps que vivem também no iPhone.
O sono é uma das áreas mais sensíveis e a Google sabe que não pode ficar atrás de Apple Health ou Samsung Health. A barra de agitação durante a noite passa a ficar colada ao gráfico de estágios de sono, o que torna a leitura menos esquizofrénica. Mais importante, as sestas voltam a ter dignidade: no Android, os naps aparecem agora em separadores próprios dentro da vista de Sleep Score diária, o que facilita perceber padrões ao longo do tempo. No iOS, outra vez, só no 5.03. A edição e eliminação de sessões de sono, que andava meia partida, é finalmente suportada de forma consistente.
Na actividade física, a app recupera outra função que nunca devia ter desaparecido: os gráficos de actividade por hora, com o objectivo de passos por hora, regressam tanto ao Today como ao Health. Não é sexy, mas é o tipo de detalhe que faz a diferença para quem passa o dia ao computador e quer garantir que não se limita a bater na meta de passos ao fim do dia. Há também correcções em resumos de treino, que andavam a reportar 0 passos e 0 distância em actividades registadas manualmente ou a subestimar percursos de bicicleta detectados automaticamente.
A parte de nutrição continua longe das bases de dados gigantes que vês em apps dedicadas, mas recebe um empurrão útil: pesquisa mais rápida, resultados com unidades de porção e calorias no Android, estimativa de macronutrientes logo na página principal de registo e um azulejo Today que passa a mostrar calorias ingeridas em cima e calorias restantes em baixo, em vez da obsessão pouco clara com “calorias líquidas”. É um ajuste quase banal, mas que aproxima o Google Health do que se espera de uma app séria de controlo alimentar.
Finalmente, a gestão de dados vindos de outras apps fica menos opaca. Já é possível apagar sessões de exercício, registos de comida ou de peso importados, directamente na app, sem ir ao Privacy Center. Se os dados vierem do Health Connect ou do Apple Health, o utilizador é empurrado para essas plataformas para concluir o apagamento, o que também elimina o registo na origem. A Google promete que, no futuro, será possível apagar só no Google Health, sem tocar na fonte. Entre RGPD e legislação europeia, a pressão para dar controlo real sobre estes dados só vai aumentar, e a Google está claramente a tentar alinhar-se antes de ter um regulador à porta.
Fonte: 9t o 5 Google
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