A confusão durou poucos dias, mas foi suficiente para deixar alguns donos da Fitbit Air a pensar se tinham comprado a pulseira errada. Segundo o Android Police, a Google confirmou agora que a banda de fitness vai receber todas as funcionalidades Health Guardian, incluindo a medição da qualidade da respiração durante o sono que já está ativa nos Pixel Watch.
No início de outubro, a Google lançou o pacote Health Guardian nos Pixel Watch 3, 4 e 5, com três novidades principais: tendências de resistência à insulina, tendências de tensão arterial e qualidade da respiração durante o sono. Na altura, a empresa indicou que estas ferramentas chegariam mais tarde à Fitbit Air, a pulseira minimalista e sem ecrã que partilha muitos sensores com os relógios.
O problema é que, entretanto, os detalhes oficiais começaram a dizer o contrário. As páginas de produto não mencionavam a análise da respiração para a Fitbit Air, a página de comparação na Google Store listava a funcionalidade apenas nos Pixel Watch 3, 4 e 5, e a própria app Google Health mostrava “Não disponível neste tracker” quando se tentava ver a métrica na pulseira. Para quem tinha acabado de gastar dinheiro na banda, o recado parecia claro: menos hardware, menos funções.
De acordo com o Android Police, a Google decidiu finalmente clarificar a situação numa declaração enviada ao Android Authority, garantindo que a Fitbit Air terá acesso completo ao conjunto Health Guardian, incluindo a qualidade da respiração durante o sono. A empresa sublinha que a funcionalidade estreou primeiro nos relógios, mas que vai chegar à pulseira em breve. Não há, no entanto, qualquer data concreta.
Para quem anda a comparar a Fitbit Air com os Pixel Watch, esta confirmação tira um dos principais argumentos contra a pulseira: no papel, continua a oferecer praticamente os mesmos sensores de saúde num formato muito mais discreto. Continua a não resolver outras limitações apontadas no produto, como já se discutiu na análise aos mergulhos que a Fitbit Air aguenta ou nas expectativas em torno do futuro Fitbit Edge, mas pelo menos fecha a porta a uma diferenciação artificial baseada só em software.
O episódio deixa outra nota menos simpática para a Google: as mensagens contraditórias entre site, loja online e app oficial não são um detalhe, são parte da experiência do produto. Quando se fala de métricas de saúde que podem influenciar decisões reais, jogar ao mistério com o que está disponível em cada aparelho é um luxo que a marca não se devia permitir.
Fonte: Android Police
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