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Galaxy Tab S12 Ultra é um tablet brutal que quer ser portátil

Ecrã enorme, S Pen excelente e desempenho de topo. Mas com 14,6 polegadas e quase 700 gramas, a Tab S12 Ultra passa a maior parte do tempo apoiada na mesa, não na mão.

Galaxy Tab S12 Ultra é um tablet brutal que quer ser portátil
Ilustração digital | Pixel Magazine

A Samsung não tem vergonha de puxar o tamanho ao limite. A Galaxy Tab S12 Ultra é um desses casos: um tablet Android com ecrã Dynamic AMOLED 2X de 14,6 polegadas, hardware topo de gama e S Pen incluída, a piscar o olho a quem pensa trocar o portátil por algo mais leve.

Na prática, como conta o teste publicado no MakeUseOf, o resultado é um híbrido bastante claro: desempenho de portátil, ergonomia de quadro de sala de reuniões. O tablet é finíssimo, com 5,1 mm de espessura, construção em metal e vidro, certificação IP68 e um peso de 692 gramas. Não é absurdo nos números, mas na mão sente-se rápido o cansaço, sobretudo se o usares como um tablet clássico, ao colo ou ao nível da cara.

O lado bom é fácil de resumir. O ecrã AMOLED de 14,6 polegadas é descrito como excelente para filmes e multitarefa, com espaço à vontade para ter duas ou três apps lado a lado. A Tab S12 Ultra vem com processador MediaTek Dimensity 9500, 12 GB de RAM e opções de armazenamento de 256 GB, 512 GB ou 1 TB com microSD até 2 TB. No uso diário relatado por quem testou, não houve engasgos dignos de nota, mesmo com várias apps pesadas abertas e o modo DeX a imitar um ambiente de secretária.

A S Pen está incluída na caixa e não é um extra pago à parte. É aqui que este formato gigante começa a fazer mais sentido: escrever à mão, rabiscar PDFs grandes ou fazer esboços num ecrã deste tamanho é bem mais confortável do que num tablet de 11 polegadas. Para quem vive de notas, anotações de documentos ou ilustração, o conjunto tem lógica. A contrapartida é óbvia: sem capa-teclado ou suporte, o tablet é demasiado grande para ser usado com naturalidade em pé ou no sofá.

Segundo a ficha partilhada pelo MakeUseOf, a bateria de 11.600 mAh passou as 11 horas de utilização em testes de uso misto, o que é suficiente para um dia de trabalho longo ou uma viagem intercontinental. A câmara traseira dupla de 13 + 8 MP e a frontal de 12 MP estão lá sobretudo para videochamadas e digitalização de documentos, não para substituir a câmara do telemóvel, e nada no relato sugere surpresas fora desse padrão.

O problema maior não é técnico, é de posicionamento. Nos EUA, o preço arranca nos $1.399, cerca de ~1.290€, para a versão com 12 GB de RAM. Em Portugal ainda não há valor oficial, mas não vai andar muito longe de um portátil decente. E o teclado é vendido à parte, o que torna a narrativa do “quase portátil” menos convincente. Sem teclado, ficas com um tablet caro que é desconfortável de segurar. Com teclado, aproximas-te perigosamente do preço de um ultrabook tradicional.

Perante isto, a Tab S12 Ultra acaba por ser um produto de nicho: brutal para quem quer um quadro digital gigante com Android, S Pen e o modo DeX, menos interessante para quem só quer ler, ver séries e navegar no sofá. Num cenário em que a Samsung já está a empurrar a produtividade com o One UI 9 em dezenas de Galaxy atualizados ao mesmo tempo, faz algum sentido haver uma “flagship” de tablet que tenta ser portátil. Mas enquanto continuar a precisar de mesa para ser confortável, vai ser difícil esquecer o tamanho todas as vezes que alguém tentar usá-lo como… tablet.

Fonte: MakeUseOf

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