Galaxy Tab S12 Plus cresce a sério, o Ultra limita-se ao ritual anual
A Samsung atualiza em força o Galaxy Tab S12 Plus, mas o novo Tab S12 Ultra muda pouco para justificar mais 200 dólares. E continua sem haver um Tab S12 “normal”.
A Samsung atualiza em força o Galaxy Tab S12 Plus, mas o novo Tab S12 Ultra muda pouco para justificar mais 200 dólares. E continua sem haver um Tab S12 “normal”.
A Samsung decidiu saltar o modelo “normal” e lançar apenas dois topos de gama: Galaxy Tab S12 Plus e Galaxy Tab S12 Ultra. Segundo o The Verge, a marca mantém a estratégia dos últimos anos, em que o Ultra é atualizado anualmente e as versões base e Plus aparecem em ciclos alternados. Resultado prático para 2026: tablets grandes, caros, e nada para quem queria um Android premium mais compacto.
O Galaxy Tab S12 Plus é o que recebe a remodelação a sério. Em relação ao Tab S10 Plus de há dois anos, o novo modelo traz um ecrã OLED de 12,6 polegadas um pouco maior e mais brilhante, continua fino e fica até mais leve. O processador salta para um MediaTek Dimensity 9500, duas gerações acima do antigo 9300 Plus, e a bateria passa para 10.600mAh. Nas contas do The Verge, o aumento de $200 no preço base, agora $1.199 (cerca de 1.100€ e sem preço europeu confirmado), começa a soar menos absurdo quando se olha para tudo o que muda.
Do outro lado está o Galaxy Tab S12 Ultra, que vive muito mais de inércia. Já tinha recebido o novo desenho no Tab S11 Ultra, por isso este ano o que muda é praticamente o chipset e o áudio, que sobe para quatro canais espaciais, tal como no Plus. O ecrã de 14,6 polegadas, a bateria de 11.600mAh e a espessura de 5,1mm ficam na mesma. O problema é que o preço não fica: soma mais $200, para $1.399 (cerca de 1.290€), por um refresh que no papel sabe demasiado a versão S de smartphone.
Ambos os modelos partilham o que interessa à ficha técnica moderna: painéis OLED com pico de brilho de 1.600 nits, certificação IP68 contra água e pó e promessa de sete anos de atualizações Android. A caneta S Pen vem incluída, o que ajuda a disfarçar a escalada de preços, sobretudo em mercados onde os concorrentes cobram o stylus à parte. Faltam é detalhes de disponibilidade e valores em euros, pelo que para já isto é mais uma declaração de intenções do que uma escolha concreta para quem anda a trocar de tablet em Portugal.
Há ainda uma jogada de software que mostra onde a Samsung quer marcar posição. De acordo com o The Verge, estes Tab S12 vão ser a porta de entrada para a estreia em Android do Adobe Photoshop para Tablets, em exclusivo na Galaxy Store durante seis meses. A app chega com interface adaptada ao formato grande, suporte dedicado à S Pen e as funcionalidades de IA da Adobe integradas. Para quem trabalha foto ou design num tablet Android, isto é a primeira vez que a Samsung consegue oferecer algo realmente diferenciador face a outros fabricantes de hardware que correm o mesmo sistema.
Fica a faltar perceber o que a marca vai fazer com o resto da gama. Sem Tab S12 “normal”, quem quer um ecrã menor fica encostado à geração anterior ou ao segmento médio, enquanto a linha premium sobe de preço com margens de evolução muito diferentes entre Plus e Ultra. Vindo de uma empresa que já gosta de complicar nas baterias e reparações, como se viu quando a Samsung começou a falar em baterias “verificadas”, esta fragmentação na linha de tablets soa mais a engenharia de catálogo do que a resposta óbvia ao que falta no mercado Android.
Fonte: The Verge
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