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Um truque em One UI 9 livrou 13GB num Galaxy Samsung

Um jornalista do MakeUseOf passou o Galaxy Z Fold 8 a pente fino e libertou mais de 13GB só a apagar apps de sistema e bloatware da One UI 9. O método funciona em qualquer Samsung recente, mas não é tão inocente como parece.

Um truque em One UI 9 livrou 13GB num Galaxy Samsung
Ilustração digital | Pixel Magazine

Mais de 13GB de espaço libertado num Samsung Galaxy Z Fold 8 só a apagar aplicações pré-instaladas. É este o número que quem testou o telefone para o MakeUseOf conseguiu arrancar de One UI 9, depois de uma limpeza agressiva a apps de sistema, pacotes de IA e duplicados da Samsung. O caso é extremo, mas expõe um problema velho: num topo de gama com mais de 1.000€, continua a ser o utilizador a tratar do lixo.

Segundo o MakeUseOf, a razia começou nas apps de sistema, as que nem aparecem no ecrã inicial. O caminho é simples: Definições → Aplicações, abrir o menu dos três pontos, “Filtro e ordenar”, ativar “Mostrar aplicações de sistema” e ordenar por tamanho. A partir daqui vê-se logo quem ocupa mais espaço. As entradas mais pesadas eram precisamente os modelos locais que alimentam as funções de IA no telefone. Para quem vive colado ao Galaxy AI ou aos truques da Google, são essenciais. Para quem não toca em IA generativa, são gigabytes parados.

Na lista de condenados entraram AI Core (3,58GB), Samsung Language Core (3,15GB), Samsung Vision Model (1,57GB), Samsung Semantic Core (610MB), Samsung Pay Framework (137MB) e Samsung Intelligence Service (103MB). Só este grupo rendeu cerca de 9,15GB. Em contraste, ficaram intocáveis serviços como o Google Play Services ou o Android System Intelligence, que apesar de pesados são o alicerce de meio Android. A mensagem é óbvia: mexer em apps de sistema é possível, mas não é à bruta, convém saber o que se está a desligar antes de carregar em “desinstalar”.

Depois dos bastidores, foi a vez da frente de loja. A One UI 9 continua cheia de duplicados da Samsung para tudo o que a Google já traz: navegador, galeria, loja de apps, teclado, mensagens, e por aí fora. Quem escreveu para o MakeUseOf decidiu cortar no excesso, preferindo as versões da Google para quase tudo. Resultado: 16 aplicações Samsung desinstaladas e mais 3,3GB recuperados. Somando às de sistema, a limpeza chegou às 29 apps e a libertação de espaço passou os 13GB. Para um telefone com 256GB ou 512GB isto não salva ninguém de má gestão, mas num modelo de 128GB faz a diferença entre andar sempre no limite ou respirar algum tempo.

Há aqui um detalhe com que muita gente em Portugal se vai identificar: o telefone em causa foi comprado a um operador, com o habitual extra de bloatware de operadora por cima da camada da Samsung. Quem já passou por isso sabe que a combinação não é bonita. Parte desse lixo só sai com métodos mais avançados, como adb e ferramentas de debloat, que o próprio MakeUseOf já explorou noutros guias, mas a verdade é que um simples passeio pela lista de apps, com ordem por tamanho, já chega para expor o absurdo.

Para quem está a pensar em atualizar para One UI 9, ou comprar um Galaxy recente como os novos FE com a mesma interface, o recado é claro: a Samsung deu mais controlo ao utilizador, mas continua a encher os telefones de serviços que poucos pediram. Uma limpeza pensada pode transformar a sensação de uso e atrasar aquela mensagem irritante de “armazenamento quase cheio”. O problema é não ser opção de raiz e obrigar cada pessoa a perder tempo a desfazer o que o fabricante decidiu por si.

Fonte: MakeUseOf

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