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Framework Laptop 12 fica mais barato, abraça Linux e ganha extras úteis

O portátil modular de 12 polegadas desce 100 dólares no preço base, aposta em Fedora e acrescenta leitor de impressões digitais e teclado iluminado. O processador é que levanta dúvidas.

Framework Laptop 12 fica mais barato, abraça Linux e ganha extras úteis

A Framework continua a tratar os portáteis como Lego caro. O novo Framework Laptop 12, a segunda geração do seu 2‑em‑1 de 12 polegadas, chega com hardware ligeiramente melhor, preço de entrada mais baixo e um piscar de olho claro a quem já tinha feito a escolha por ela: a comunidade Linux.

O modelo pré‑montado mais barato passa a começar nos 699$ (sem preço europeu confirmado), menos 100$ que a versão original no lançamento, e vem apenas em verde. Traz um Intel Core 3 304, 8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, com Fedora 44 KDE Plasma pré‑instalado. A própria Framework admite que quase 80 por cento dos donos do Laptop 12 já estavam em Linux, espalhados por várias distribuições. Formalizar isso num SKU oficial é menos gesto romântico e mais leitura fria de mercado: quem se interessa por um portátil modular de 12 polegadas não anda propriamente a viver preso ao Windows.

Se quiseres Windows 11 Home, pagas mais 100$, o que diz tudo sobre a margem da Microsoft neste segmento. Em troca, ganhas a compatibilidade garantida de sempre, mas perdes a coerência de um produto que se vende como alternativa ao portátil genérico da prateleira da grande superfície. Numa altura em que um MacBook Pro M5 dispara de preço, um portátil compacto, reparável e afinado para Linux começa a soar menos a nicho e mais a resposta pragmática.

O cérebro desta revisão é a nova série Intel Core 3, que a própria Intel descreve como feita para portáteis pequenos, mais frescos e baratos. Em teoria, deverás ver melhorias em autonomia, temperaturas e ruído, sobretudo nas versões com chips Core 5 e Core 7. O problema é que o Core 3 304 em concreto só tem um núcleo de desempenho, e o único portátil que a imprensa testou com este Wildcat Lake deixou más recordações. Não é drama para quem quer um ultraportátil de escrita, navegação e terminais, mas é bom não confundir esta máquina com uma estação de trabalho em miniatura.

O novo chip abre a porta a alguns upgrades internos respeitáveis: suporte para memória DDR5 até 6.400 MT/s, Wi‑Fi 7 R2 e Thunderbolt 4 nas duas ranhuras traseiras de Expansion Cards, que permitem ligar dois monitores 4K a 60 Hz ou até eGPUs. À frente há um pequeno passo atrás, as duas portas passam a “apenas” USB 3.2 Gen 2, embora todas as quatro continuem a aceitar carga. Quem vive rodeado de docks e hubs vai ligar-se mais às traseiras de qualquer forma.

Há também novidades mais tangíveis no dia a dia. Todas as configurações com Core 5 e Core 7 passam a incluir de origem um leitor de impressões digitais no botão de energia e um teclado retroiluminado. No modelo DIY, que começa nos 549$, a opção de teclado iluminado aparece como extra de configuração, com mais cores que o pré‑montado. A Framework mantém à venda o Laptop 12 original com Intel Core de 13.ª geração, agora a partir de 699$ no pré‑montado e 499$ na edição DIY, para quem preferir pagar menos e evitar ser beta tester desta vaga de Core 3. A mensagem é clara: modularidade aqui não é só trocar peças, é poder escolher em que geração queres ficar preso durante uns anos.

Fonte: The Verge

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