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Final Fantasy 7 Revelation puxa vendas em alta de Remake e Rebirth

O anúncio de Revelation pôs Remake e Rebirth a vender acima das expectativas. A trilogia vive de hype, mas também de uma base de fãs que não larga o projecto.

Final Fantasy 7 Revelation puxa vendas em alta de Remake e Rebirth

O terceiro capítulo da trilogia de Final Fantasy 7 nem chegou e já está a mexer na conta bancária da Square Enix. Desde a revelação de Final Fantasy 7 Revelation no Summer Game Fest 2026, as vendas de Remake e Rebirth dispararam “várias vezes acima do esperado”, segundo o director da trilogia, Naoki Hamaguchi. Não há números públicos, por política de relações com investidores, mas a mensagem é clara: o efeito série da Netflix também funciona nos jogos.

Hamaguchi explica que sempre que Rebirth ficava em destaque, as vendas de Remake subiam. Agora, com Revelation no radar para a primavera de 2027, o ciclo repete-se: mais atenção no capítulo final, mais curiosos a entrar na saga pelos dois anteriores. Em vez de um lançamento isolado de três em três anos, a Square Enix transformou FF7 num funil contínuo de novos jogadores. Para uma editora que andou a tatear a sua estratégia de grandes AAA, este é dos poucos planos que parecem estar a bater certo.

Há outro ponto que foge ao cliché da “série de consolas”: o PC. O director sublinha que o mercado inglês continua forte no PC, mas que o mercado chinês em caracteres simplificados já está ao mesmo nível. Não é detalhe pequeno, é um lembrete de onde é que os grandes orçamentos andam realmente a buscar crescimento. Enquanto na Europa se discute o preço das consolas e se vê a Xbox a subir valores no nosso quintal, a Square Enix olha para Steam e companhia como a alavanca que mantém a trilogia a render.

Na parte de design, Hamaguchi admite um mea culpa discreto: minijogos ajustados e, sobretudo, mais skippable, com recompensas revistas em resposta directa ao feedback de Rebirth. A mensagem é pragmática, quase anti-ego criativo: ouvir a comunidade para cortar frustrações. Num jogo que vive de nostalgia e expectativas altíssimas, reduzir atrito é menos gesto de simpatia e mais auto-defesa. Quando a discussão em torno de FF7 aquece, seja sobre minijogos, história ou relações entre personagens, é porque as pessoas ainda vêem valor ali. O perigo seria o silêncio.

Talvez o dado mais curioso nem esteja nas vendas, mas na equipa. Mais de 90 por cento do staff de Remake manteve-se até Revelation. Em plena indústria em que equipas são montadas e desfeitas à velocidade de um trailer, esta continuidade é quase estranha. Hamaguchi atribui isso à força da marca FF7 e à possibilidade de trabalhar rodeado de fãs com expectativas absurdamente altas. Traduzido: quando a IP é forte e a direcção é clara, as pessoas aguentam o barco até ao fim. Se Revelation cumprir a promessa, esta trilogia não vai ficar só como exercício de nostalgia, mas como case study de como alongar um clássico sem o gastar à primeira investida.

Fonte: Eurogamer

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